Estrategista-chefe de Hillary Clinton renuncia de cargo

Washington, 6 abr (EFE).- Mark Penn, o estrategista-chefe de Hillary Clinton, renunciou hoje de seu posto após a controvérsia por seus contatos com o Governo da Colômbia sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os EUA, informou hoje o comitê da senadora.

EFE |

"Após os eventos dos últimos dias Mark Penn pediu para renunciar de seu papel como estrategista-chefe", declarou em comunicado Maggie Williams, diretora de campanha de Clinton.

Penn se reuniu na última segunda com a embaixadora da Colômbia em Washington, Carolina Barco, para falar do Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre EUA e este país, ao qual se opõe a senadora democrata.

Penn é executivo-chefe da agência de relações públicas Burson Marsteller Worldwide, que tinha contratado o Governo da Colômbia para fomentar a ratificação do TLC no Congresso americano.

Na reunião com Barco, Penn abordou a estratégia para conseguir esse objetivo apesar da rejeição de Clinton ao acordo.

Depois que foi divulgado o encontro na última sexta, Penn afirmou em comunicado que cometeu "um erro" ao se reunir com a embaixadora.

Em resposta, o Governo da Colômbia cancelou ontem seu contrato com a empresa que dirige e que contratou em março de 2007 para promover o TLC e o Plano Colômbia.

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", a Burson Marsteller Worldwide recebeu US$ 700 mil em compensação por seu trabalho para a Colômbia.

Além disso, a publicação informa que recebeu US$ 20 milhões pelos serviços prestados à campanha de Clinton.

No comunicado de hoje, Williams disse que Penn continuará dando assessoria e serviços de pesquisas à campanha de Clinton, mas não mais no cargo de estrategista-chefe. EFE cma/fal

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