A estratégia de conter a transmissão da gripe suína mediante a suspensão de atos públicos deixou de funcionar, e será preciso, agora, vigiar de perto sua expansão, declarou nesta segunda-feira Jon K. Andrus, assessor de epidemiologia da Organização Panamericana de Saúde (OPS).

"Nos primeiros dias da pandemia, quando os países tentavam combater os novos casos, testaram estratégias de contenção, como fechar escolas ou restringir o acesso a atos públicos", declarou Andrus em entrevista à imprensa.

"Essas estratégias talvez ajudaram a reduzir a transmissão, a expansão do foco", acrescentou.

"No entanto, a transmissão acabou se expandindo e este tipo de medida tornou-se menos efetiva, para não dizer que deixou de sê-lo, nas últimas etapas do foco", advertiu.

"Uma das mais importantes medidas que podemos tomar (agora) é implementar vigilância estreita para poder controlar tendências" da pandemia, explicou.

"Não sabemos o que vai acontecer" nos próximos meses com este foco de gripe suína que, no continente americano, registrou mais de 4.500 vítimas, acrescentou o especialista.

A gripe suína não pode ser erradicada porque em sua cadeia de transmissão está presente um animal, além do ser humano, recordou Andrus.

"Sabemos que o nível de casos vai diminuir no verão (boreal). Mas quando chegar setembro ou outubro os casos vão aumentar", acrescentou o especialista, pedindo aos países latino-americanos que não baixem a guarda.

O vírus causador da doença, o H1N1, continuará descendo ao sul do continente americano, previu.

jz/rpl/sd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.