Estragos da chuva na China já são os maiores em 5 anos

Segundo o governo do país, houve o dobro de mortes (392) e quatro vezes mais perdas econômicas (US$ 9,5 bilhões)

EFE |

As inundações que causaram quase 400 mortes na China desde o último dia 13 são as piores dos últimos cinco anos, com o dobro de mortes e quatro vezes mais perdas econômicas, segundo o governo do país. A Comissão Nacional de Desastres naturais assinalou que as persistentes chuvas e inundações do sul e centro da China afetou quase 73 milhões de pessoas, arrasado sete vezes mais imóveis que a média anual registrada na última meia década.

Até o último dia 30, o número de mortos pelas chuvas chegou a 392, com 143 desaparecidos, entre eles cerca de 100 soterrados por um deslizamento de terra na província sudoeste chinesa de Guizhou. Segundo o último relatório das autoridades locais, divulgado pela agência estatal "Xinhua", entre as vítimas deste desmoronamento há 48 crianças menores de 15 anos e 22 maiores de 60 anos, já que na aldeia onde aconteceu, Dazhai, a maioria das pessoas adultas emigraram para buscar trabalho em áreas urbanas e deixaram seus filhos com os avós.

As equipes de resgate recuperaram até agora 18 corpos entre os escombros da avalanche, e prosseguem as buscas por pelo menos outros 81 soterrados.

Desde junho e até a tarde de sexta-feira, outras dez províncias foram castigadas pelas persistentes chuvas e inundações: Zhejiang, Fujian, Jiangxi, Hubei, Hunan, Cantão, Guangxi, Chongqing, Sichuan e Yunnan, onde mais de 44 milhões de residentes se foram afetados.

Os deslizamentos provocados pelas chuvas foram responsáveis por quase 80% do total de mortes e desaparecimentos, enquanto as outras mortes foram causadas por raios pela queda de casas pela força das águas. Mais de 3,8 milhões de pessoas tiveram que ser evacuadas e transferidas, depois que 312 mil casas ficaram totalmente destruídas.

As perdas econômicas diretas chegam a US$ 9,5 bilhões. O sul e centro da China são atingidos entre maio e setembro pela monção do Sudeste Asiático, que este ano está bem mais forte que o habitual.

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