Moscou, 14 jun (EFE) - A Estônia lembrou hoje com um ato fúnebre na capital, Tallinn, e bandeiras a meio mastro por todo o país a memória dos mais de dez mil estonianos que, há 67 anos, foram deportados à Sibéria pelo regime stalinista. No comício realizado junto ao monumento à heroína estoniana Linda, que simboliza a mãe, o primeiro-ministro do país, Andrus Ansip, leu uma declaração assinada por ele, pelo presidente do país, Toomas Hendrik Ilves, e pela chefe do Parlamento, Ene Ergma. Em 14 de junho de 1941, milhares de famílias estonianas foram retiradas à força de suas casas e enviadas à Sibéria em vagões para gado, sem levar em conta idade, estado de saúde e sexo dos deportados, lembrava a mensagem. O comunicado acrescentava que essas deportações afetaram crianças, mulheres e idosos, declarados elementos socialmente perigosos. Depois de um ano de ocupação, as repressões stalinistas chegaram ao presidente da república, a membros do Governo, a deputados do Parlamento e à cúpula militar. Mais da metade dos dez mil estonianos morreram ou foram executados, enquanto dos 3.500 homens enviados aos campos de concentração e prisões, apenas 200 voltaram com vida, assinalaram os dirigentes do país báltico.

No comício discursaram também a presidente da sociedade histórica Memento, Enn Tarto, e o decano do corpo diplomático estrangeiro, o embaixador sueco Dag Hartelius, informou em Tallinn a agência russa "Interfax".

Segundo dados dos historiadores estonianos, em 14 de junho de 1941, por ordem das autoridades soviéticas, foram deportadas à Sibéria, sem julgamento, cerca de 10.157 pessoas, 80% das quais eram idosos, mulheres e crianças. EFE si/db

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