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Estimativa de mortos varia de 30 mil a 100 mil; capital ficou plana , diz diplomata

PORTO PRÍNCIPE - O presidente do Haiti, René Préval, afirmou nesta quarta-feira em Porto Príncipe que o terremoto que devastou o país na tarde de terça-feira pode ter deixado entre 30 mil e 50 mil mortos. Depois, à rede de TV CNN, Préval disse ter ouvido relatos de que o número de mortos poderia até chegar a 100 mil - mas fez a ressalva de que o número verdadeiro ainda não é conhecido. O http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/13/terremoto+de+7+graus+provoca+mortes+e+destruicao+na+capital+do+haiti+9273080.html target=_topterremoto de 7 graus na escala Richter foi o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

iG São Paulo |

O cônsul-geral do Haiti na ONU, Felix Augustin, disse acreditar que poderia haver mais de 100 mil mortos. Segundo ele, a capital do país, Porto Príncipe, "ficou plana" com o terremoto.

A mesma estimativa foi feita pelo primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, que disse à rede de TV CNN temer que centenas de milhares tenham morrido na tragédia. "Espero que não seja verdade (o número de mortos). Mas há tantos prédios e bairros totalmente destruídos, e há lugares em que não se encontram pessoas. Não sei onde essas pessoas estão", afirmou.

O senador haitiano Youri Latortue disse à Associated Press que 500 mil podem estar mortos. O Banco Mundial estimou que os prejuízos do país com o desastre podem representar 15% do PIB.

Préval disse ao jornal Miami Herald que o cenário na capital Porto Príncipe era "inimaginável". "O Parlamento desabou. O escritório de impostos desabou. Escolas desabaram. Hospitais desabaram", afirmou Préval. Segundo a Cruz Vermelha, a estimativa é de que cerca de 3 milhões de pessoas - um terço da população do país - tenham sido afetadas pelo terremoto. O histórico Palácio Presidencial também ficou bastante destruído.

Reuters
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Palácio presidencial: 13/01/2010 (topo) e 11/05/2006 (acima)

Segundo o presidente haitiano, a primeira necessidade do país é tirar os mortos das ruas e atender os feridos. "Não podemos levá-los aos hospitais, (porque) estão cheios", comentou. Préval também afirmou que o Haiti precisa de equipes de resgate, artigos médicos e alimentos.

Segundo o presidente haitiano, o chefe da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, Hedi Annabi, teria morrido na tragédia. "O embaixador Annabi morreu. Enviamos nossas condolências a toda a comunidade internacional", disse Préval a jornalistas na capital, Porto Príncipe. A ONU, porém, negou a informação.

O representante especial adjunto da ONU no Haiti, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, segue desaparecido. Segundo informações da ONU, Costa e Annabi estavam juntos dentro do edifício no momento do terremoto. Segundo a ONU, há 150 desaparecidos da organização.

"O número 2 da chefia civil da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) é um brasileiro, Luiz Carlos da Costa, e não há ainda nenhuma informação a respeito dele. Por ora está desaparecido", disse o chanceler brasileiro, Celso Amorim .

Entre os mortos confirmados estão 11 militares brasileiros e oito da China (que indica haver também dez chineses desaparecidos). Segundo a agência AFP, três soldados da Jordânia também teriam morrido. Também foi confirmada a morte de um militar argentino. Os soldados fazem parte da Minustah, comandada pelo Brasil.

Segundo um funcionário francês citado pela AFP, há cerca de 200 desaparecidos no Hotel Montana, que desmorou. O local, popular entre os turistas, serve como residência para o comandante da Minustah no Haiti, o brasileiro Floriano Peixoto. Em viagem aos EUA, ele não estava no hotel no momento da tragédia.

Caos

Segundo o presidente haitiano, o temor de novos desabamentos levou a população de Porto Príncipe a acampar em ruas e praças. Ele, porém, afirmou não temer que a situação acabe em violência por causa da falta de água potável e alimentos. "O povo entende a situação. Todos estão fazendo o possível para se ajudar", declarou à CNN.

Anteriormente, o secretário-geral assistente da ONU para operações de paz, Edmond Mulet, disse à CNN que muitos presos fugiram após o desmoronamento da Penitenciária Nacional , causando temores de saques .

AP
Vítima do desastre

Vítima do desastre

Em um espaço de um minuto, o terremoto deixou o Haiti, o  país mais pobre das Américas , quase totalmente isolado, destruindo vários prédios e interrompendo os serviços de energia e telefonia do país.

O forte tremor provocou o desabamento do histórico Palácio Nacional, de favelas da capital, Porto Príncipe, e centenas de edificações na região.

Ao Miami Herald, o presidente haitiano afirmou ter visto vários corpos e ouvido apelos por socorro de pessoas soterradas sob os escombros do Parlamento. "Há muitas escolas como várias pessoas mortas. Todos os hospitais estão lotados de gente. É uma catástrofe", afirmou.

Entre os soterrados no Senado estava o presidente da Casa, Kely Bastien, que foi resgatado e levado ao Hospital Metropolitano de Santiago, no norte da República Dominicana. Bastien estava dentro do Senado com vários legisladores no momento do tremor.

Há informações de que os sobreviventes estão tentado remover os escombros com as próprias mãos e colocando os corpos encontrados ao longo das ruas de Porto Príncipe.

Segundo o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond as sedes da Receita Federal, do Ministério do Comércio e do Ministério das Relações Exteriores também sofreram danos, mas que o aeroporto da capital estava intacto.

Ajuda internacional

O ministro das Relações Exteriores brasileiro anunciou nesta quarta-feira que o Brasil busca uma "uma ação coordenada" com os Estados Unidos para ajudar o Haiti . O governo brasileiro anunciou uma doação de US$ 15 milhões para colaborar com a reconstrução do Haiti e nesta quarta enviará dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) carregados com 12 toneladas de suprimentos .

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os EUA teriam uma resposta "rápida, coordenada e agressiva".

Epicentro

O epicentro do tremor foi registrado a 15 km de Porto Príncipe, que tem uma população de cerca de 1 milhão de pessoas, e tremores que vieram depois, tão fortes quanto o inicial, atingiram a cidade ao longo da noite e já na quarta-feira.

*Com informações de Reutes, CNN, BBC, EFE e AFP

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