Estados Unidos vão às urnas para escolher seu presidente

Os americanos faziam fila nesta terça-feira nos centros de votação para escolher seu 44º presidente entre o democrata Barack Obama, favorito das pesquisas, e o republicano John McCain.

AFP |

Eleitores aguardavam pacientemente nas primeiras horas da manhã, às vezes debaixo de chuva como em Virginia (leste dos EUA), constataram jornalistas da AFP. Às 07H00 locais (10H00 de Brasília) no leste do país, os colégios eleitorais já estavam abertos em metade dos estados americanos.

Acompanhado de sua filha mais velha, Malia, Obama votou em sua cidade de Chicago (Illinois, centro-leste). "Votei", declarou, provocando os aplausos dos demais eleitores.

O senador por Illinois estava acompanhado de sua esposa Michelle e das filhas Sasha e Malia quando chegou ao posto de votação numa escola ginasial. O momento do voto histórico foi registrado por dezenas de fotógrafos e cinegrafistas.

Obama demorou cerca de 10 minutos para preencher o enorme formulário de voto, que inclui outras questões administrativas além da escolha do presidente.

Logo depois, seu companheiro de chapa, Joe Biden, votou em Wilmington (Delaware, leste), junto com sua mãe Catherine e sua esposa Jill. Ele saiu do centro de votação sorridente, com o polegar levantado em sinal de confiança.

Obama tem agendado um último comício em Indiana (norte), e Biden é aguardado em Virginia (leste). Os dois homens devem se encontrar no fim do dia em Chicago.

Hillary e Bill Clinton, por sua vez, votaram em Chappaqua, no estado de Nova York.

"Os oito últimos anos foram um horror", comentou à AFP Michael Smith, enquanto fazia fila com outras centenas de pessoas em um colégio eleitoral de Nova York. "É por isso que as pessoas votam hoje, por uma nova direção", acrescentou este homem de 54 anos, revelando que votará em Obama.

Já o candidato republicano, John McCain, em Phoenix, Arizona, acompanhado de sua mulher, Cindy. McCain, segundo nas pesquisas, votou e saiu rapidamente, evitando responder às perguntas dos jornalistas que o cercavam no centro de votação.

Depois de percorrer na segunda-feira milhares de quilômetros em avião e fazer comícios em sete estados, McCain resolveu fazer nesta terça um esforço inédito em um candidato presidencial americano para tentar arrancar a vitória na última hora.

McCain incluiu em sua agenda duas reuniões nesta terça-feira, em Colorado e Novo México, dois estados considerados chave.

Sua candidata a vice, Sarah Palin, votou na cidade de Wasilla, no Alasca, acompanhada de seu marido, Todd.

As manchetes dos jornais americanos insistiram nesta terça-feira na importância histórica desta eleição. "A dois passos da história", anunciou o jornal New York Post, ao lado de uma grande foto de Obama. "A história vai ser escrita hoje", afirmou, por sua vez, o jornal nacional USA Today.

Os primeiros resultados podem ser anunciados cerca das 23H00 GMT (21H00 de Brasília) pelas grandes redes de televisão norte-americanas.

Como sempre acontece nos Estados Unidos, duas localidades de New Hampshire (nordeste) começaram a votar à meia-noite. Em Dixville Notch, 15 eleitores votaram em Obama e seis em McCain. Em Hart's Location, o candidato democrata ganhou por 17 votos a 10.

Além de seu presidente, os americanos vão renovar um terço do Senado e toda a Câmara dos Representantes. Segundo as pesquisas, os democratas vão consolidar sua maioria no Congresso.

O próximo presidente terá que lidar com uma situação extremamente difícil. Os Estados Unidos estão à beira da recessão e passam por sua pior crise financeira desde 1929. O país continua em guerra em duas frentes, no Iraque e no Afeganistão.

Os dois candidatos representam duas gerações: Obama tem 47 anos, e McCain 72. Seus valores e suas visões são muito diferentes, apesar de ambos afirmarem simbolizar a mudança.

O fator racial segue sendo uma incógnita nesta eleição, que deve ser marcada por um nível de participação muito elevado. Segundo alguns especialistas, 130 a 135 milhões de eleitores devem votar, contra 120 milhões em 2004 e 105 milhões em 2000.

Obama prometeu reduzir os impostos de 95% dos americanos, promover uma política de grandes obras de infra-estrutura e garantir um seguro saúde para todos. McCain quer continuar com os cortes de impostos, inclusive para os mais ricos.

No âmbito internacional, Obama prometeu retirar os soldados americanos do Iraque "de maneira responsável" dentro de um prazo de 16 meses e concentrar seus esforços na luta contra a Al-Qaeda e os talibãs. McCain, por sua vez, disse que os soldados americanos não deixarão o Iraque antes da vitória final que, segundo ele, "está chegando".

bur/yw

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG