Estados Unidos realizam eleição que deve ter presença maciça de eleitores

Washington, 4 nov (EFE).- Os Estados Unidos votam hoje em uma jornada eleitoral na qual se prevê uma presença às urnas em massa, e na qual o candidato democrata Barack Obama pode se tornar o primeiro presidente negro do país.

EFE |

Após uma campanha que a sociedade americana viveu mais intensamente que nunca, as últimas pesquisas prevêem a vitória de Obama sobre seu oponente republicano John McCain, com uma diferença de 10 pontos percentuais entre ambos - 53 a 43.

Mais de 130 milhões de eleitores, um número recorde, comparecerão hoje às urnas para participarem de eleições de âmbito federal, estadual e local, prevêem os analistas.

Existe a previsão da participação de muitos eleitores principiantes, sobretudo negros e hispânicos.

Eles elegerão não apenas o presidente do país, um terço dos cem membros do Senado e os 435 representantes da Câmara baixa, mas também as assembléias de muitos estados, vereadores, juízes, chefes de Polícia e outros cargos locais e estaduais, por sua vez se pronunciarão em dezenas de referendos.

A inovadora candidatura presidencial de um homem negro, o democrata Barack Obama, contribuiu para impulsionar a inscrição de novos eleitores, tanto os que querem ajudar a levá-lo à Casa Branca como os que o rejeitam.

O censo eleitoral calcula uma participação de cerca de 153 milhões, quase 75% das aproximadamente 200 milhões de pessoas com direito a voto, e espera-se que o nível de participação alcance dois terços.

Nas últimas convocações presidenciais a participação ficou entre 50% e 55%.

Quando os resultados das eleições começarem a ser divulgados, começando com as pesquisas de boca-de-urna, o interesse dos analistas e do público em geral se concentrará nos estados com tendência indefinida, nos quais nenhum dos dois candidatos tem clara vantagem.

Considera-se que poderiam ser determinantes nestas eleições presidenciais os resultados em Flórida, Virgínia, Carolina do Norte, Pensilvânia, Ohio, Indiana, Missouri, Colorado, Novo México e Nevada.

Na era do internet, os eleitores puderam trocar idéias, divulgar mentiras e depositar suas doações diretamente nas contas das campanhas de seus candidatos preferidos.

Na campanha eleitoral aconteceu uma mudança fundamental na política como os americanos a conheceram até agora, afirma hoje o comentarista e repórter do "The New York Times" Adam Nagourney.

Nagourney afirmou que esta campanha "estabeleceu novas regras sobre como ligar com os eleitores, arrecadar fundos, organizar os partidários, lidar com a imprensa, controlar e amoldar a opinião pública e evitar ataques".

As tensões foram aumentando durante uma campanha que muitos consideraram estressante e durante a qual alguns afirmaram que o país estava em uma encruzilhada.

Os colégios eleitorais na Virgínia fecham às 19h (22h, horário de Brasília) e, portanto, este estado com tendência indefinida será um dos primeiros a publicar resultados.

Meia hora mais tarde os colégios fecham na Carolina do Norte e em Ohio, e às 23h30 (horário de Brasília) muitos outros estados - incluindo Flórida, Ohio e Pensilvânia - encerram a jornada eleitoral e começam a publicar informações parciais.

O último a fechar os colégios será o Alasca, às 4h de quarta-feira (horário de Brasília), mas espera-se que o resultado das eleições presidenciais sairá muito antes, provavelmente com o fechamento dos colégios nos estados das Montanhas Rochosas, por volta da 1h de quarta-feira (horário de Brasília). EFE wm/fal

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