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Estados Unidos querem levar caso do Zimbábue à ONU

O regime do Zimbábue recebeu críticas de vários países depois que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, retirou-se do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para sexta-feira, por causa da violência política que tem tomado conta do país.

BBC Brasil |

 

O governo dos Estados Unidos emitiu uma nota oficial dizendo que está disposto a levar o caso para o Conselho de Segurança das Nações Unidas e que o regime do presidente Robert Mugabe, candidato a reeleição, seria "ilegítimo".

Na declaração, a Casa Branca diz que "não se pode permitir que Robert Mugabe reprima o povo do Zimbábue para sempre". A secretária de Estado, Condoleeza Rice, disse que, a menos que o Conselho de Segurança, que deve se reunir nesta segunda-feira, tome uma atitude sobre o assunto, ele (o Conselho) poderá perder sua credibilidade.

EFE
Eleitores pró Mugabe vão às ruas
 A União Européia qualificou a eleição como "uma paródia de democracia", afirmando que a decisão de Tsvangirai é compreensível. O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, disse que "Mugabe e seus cupinchas tornaram a eleição impossível".

O Brasil suspendeu a missão de observadores eleitorais que iriam para o Zimbábue" a convite do governo local e estimulados por países da região", de acordo com nota do Itamaraty.

A decisão teria sido tomada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em visita à Argélia.

"O Brasil lamenta que a situação tenha chegado ao ponto de motivar a desistência do candidato opositor. Ao condenar os atos de violência, exorta as partes, especialmente o governo do Zimbábue, a propiciar um ambiente de calma e tranqüilidade, em que a vontade do povo zimbabuano possa expressar-se democraticamente", diz o comunicado brasileiro.

Comunidade da África Austral

A nota manifesta ainda esperança de que a reunião desta segunda-feira da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) "aponte caminhos que permitam a normalização do processo eleitoral, com a participação plena e livre das forças políticas zimbabuanas".

A comunidade foi criada em 1980 e possui 15 países-membros, inclusive África do Sul, Angola, Moçambique e a República Democrática do Congo.

Reuters
Opositor de Mugabe participa de comício
 Na África, o presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, disse que a votação precisa ser adiada "para impedir uma catástrofe na região".

"É escandaloso para a SADC manter silêncio em relação ao Zimbábue. O que está acontecendo no Zimbábue é embaraçoso para todos nós", afirmou Mwanawasa.

 

"Resultado já determinado"

Tsvangirai anunciou a sua retirada da disputa no domingo, dizendo que não há sentido em concorrer em eleições que não serão livres e justas e que "o resultado já está determinado" pelo seu adversário, o presidente Robert Mugabe.

O líder opositor pediu ainda que a comunidade internacional intervenha no Zimbábue para "prevenir um genocídio".

O partido de Tsvangirai, o MDC (Movimento para a Mudança Democrática), diz que a decisão foi tomada após ao menos 70 de seus simpatizantes terem sido mortos durante a campanha.

No domingo, um grupo de simpatizantes do MDC foi atacado na capital, Harare, quando se encaminhavam para um comício.

Na sexta-feira, Mugabe havia acusado o MDC de ser responsável pela onda de violência no país. Durante um comício, disse que "somente Deus" o tiraria da Presidência e que nunca aceitaria um país governado pelo partido opositor.

Tsvangirai foi o mais votado no primeiro turno das eleições, com cerca de 48%, enquanto Mugabe obteve cerca de 43%.

O secretário-geral do MDC, Tendai Biti, está preso sob a acusação de traição.

Mugabe acusa o MDC de agir de acordo com os interesses da Grã-Bretanha, o antigo poder colonial, e de outros países ocidentais.

Os vizinhos próximos do Zimbábue também manifestaram preocupação sobre a validade do segundo turno nas atuais circunstâncias.

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