Estados Unidos querem acordo climático na ONU, mas sem mágicas

Por Alister Doyle BONN, Alemanha (Reuters) - O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu neste domingo pressionar por um novo acordo climático na Organização das Nações Unidas, mas disse que Washington não tem varinha de condão e todos os países precisam ajudar.

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"Os Estados Unidos vão se engajar fortemente e totalmente", disse o enviado especial norte-americano Todd Stern na abertura do encontro de 175 países da ONU em Bonn, na Alemanha.

"Mas todos nós vamos ter que fazer isso juntos, nós não temos uma varinha de condão", acrescentou Stern, em uma entrevista coletiva.

O encontro de 29 de março a 8 de abril, o primeiro do tipo desde que Obama chegou à Presidência, em janeiro, discute um acordo para o clima para ser adotado a partir de uma cúpula global em Copenhague, em dezembro de 2009.

Em seu discurso, Stern foi aplaudido duas vezes, um contraste com a recepção aos enviados da administração de George W. Bush, sempre acusados de inércia e vaiados durante a conferência de Bali em 2007.

Mesmo assim, Stern deixou claro os limites às ambições de Obama. Ele disse que os Estados Unidos gostariam de negociar um acordo economicamente "viável" e que os demais países não poderiam esperar Washington "chegar em um cavalo branco" para resolver o problema.

"Nós não podemos," afirmou.

Pedindo maior participação de todos, ele afirmou que os Estados Unidos tem a "responsabilidade singular" como o principal emissor de gases de efeito estufa do mundo.

Ele acrescentou estar muito impressionado com as ações de países em desenvolvimento como a Índia, África do Sul, Brasil, China e México.

Algumas nações, atingidas pela recessão, esperam ouvir as iniciativas ambientais dos Estados Unidos antes de revelarem suas medidas para combater o aquecimento global.

Obama quer reduzir as emissões norte-americanas para cerca de 16 a17 por cento dos níveis atuais, voltando aos níveis de 1990 até 2020. A meta para 2050 é reduzir em 80 por cento as emissões atuais.

"Todo mundo está muito animado" com os sinais de um maior compromisso dos Estados Unidos, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.

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