Estados Unidos pressionam Irã para discutir programa nuclear

WASHINGTON - O Irã irá fracassar no cumprimento de suas obrigações internacionais se insistir na recusa em discutir seu programa nuclear nas conversas com os EUA e outras potências mundiais, disse a Casa Branca nesta segunda-feira. Se o Irã não estiver disposto a discutir seu programa ilícito de armas nucleares, acho que isso só reforça a ênfase da comunidade internacional na obrigação que os iranianos continuam a não cumprir, disse o porta-voz Robert Gibbs a jornalistas.

Redação com agências internacionais |

O governo iraniano concordou em ter conversas abrangentes na  próxima reunião  com as seis grandes potências (China, Rússia, Alemanha, EUA, Reino Unido e França), mas descartou discutir suas atividades nucleares, que o Ocidente suspeita objetivar o desenvolvimento de armas nucleares e que Teerã afirma ter o objetivo de gerar energia elétrica.

O governo Obama insiste que vai fazer das atividades nucleares de Teerã o foco das negociações.

Gibbs, falando a jornalistas a bordo do avião presidencial, que levava Obama de Nova York a Washington, disse que "repercutiria fortemente em todo o mundo" uma insistência do Irã em sua recusa. "Será parte da discussão", reforçou ele.

'Frente Unida'

Os EUA também pediu, nesta segunda, que as grandes potências formem uma "frente unida" diante do Irã na reunião de 1º de outubro.

"Temos a oportunidade de apresentar uma frente unida para mostrar que a comunidade internacional quer que o (Irã) abandone qualquer projeto de militarização de seu programa nuclear", declarou nesta segunda-feira à imprensa o porta-voz do Departamento de Estado Ian Kelly.

O Departamento de Estado considera que as seis potências comprometidas com as negociações com o Irã pedirão transparência a Teerã em seu programa nuclear.

"Estamos unidos em nosso objetivo de fazer com que os iranianos deem transparência a seu programa nuclear", afirmou.

Data marcada

O encontro, anunciado na manhã desta segunda-feira, pelo chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, e que será realizado em local ainda não indicado, deve abordar o novo pacote de propostas iranianas destinado, segundo Teerã, a "acalmar as preocupações internacionais" sobre suas atividades nucleares.

"É um importante primeiro passo e cruzamos os dedos", declarou em Viena o secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, no primeiro dia da assembleia geral anual da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).


* Com Reuters e AFP

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