O derramamento de petróleo no Golfo do México ameaçava agravar-se neste sábado, em meio a várias operações para contê-lo." /

O derramamento de petróleo no Golfo do México ameaçava agravar-se neste sábado, em meio a várias operações para contê-lo." /

Estados Unidos põem em prática meios excepcionais contra a mancha negra

O derramamento de petróleo no Golfo do México ameaçava agravar-se neste sábado, em meio a várias operações para contê-lo.

AFP |

O derramamento de petróleo no Golfo do México ameaçava agravar-se neste sábado, em meio a várias operações para contê-lo.

Segundo a guarda-costeira e a empresa BP, várias equipes trabalharam durante toda a noite para injetar 11.400 litros de produtos dispersantes, e os resultados estavam sendo avaliados neste sábado.

Equipes de emergência deslocavam-se para as zonas litorâneas ameaçadas para realizar operações de limpeza. A BP pôs à disposição do público um número telefônico gratuito para os que quiserem se apresentar como voluntários.

Mais de 84 km de diques flutuantes foram mobilizados para tentar conter a mancha de petróleo. Mais de 3,8 milhões de litros de óleo misturado com a água já foram retirados do mar.

Outras duas plataformas de petróleo no Golfo do México foram obrigadas a cessar suas operações por motivos de segurança e uma foi evacuada.

Uma parte das águas do Mississippi, o maior rio do país, estava sendo desviada em direção às áreas pantanosas para conter a mancha negra, declarada "catástrofe nacional" pelo governo.

Segundo o presidente Barack Obama, 1.900 funcionários federais e 300 embarcações e aeronaves estão na região.

Obama chegará ao local domingo, confirmou a Casa Branca. Ele pretende demonstrar, com sua presença, que acompanha de perto a situação, para que não se repitam críticas dirigidas, na época, a seu predecessor, George W. Bush, pela lentidão da reação ante as devastações causadas pelo furacão Katrina, em 2005.

A área da mancha é estimada em mais de 1.500 km2, isto é, a superfície de uma grande aglomeração urbana, como a de Londres.

Centenas de quilômetros de zonas litorâneas estão ameaçadas em Louisiana, Mississippi, Alabama e Florida, região que representa 40% da região pantanosa do país.

"Para as aves é o pior momento: é o período de reprodução e de nidificação", observou Melanie Driscoll, da organização ecologista Audubon Society. A região costeira da Louisiana constitui um santuário da fauna.

bur-cel/sd

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