Estados Unidos exigem a volta imediata da ordem civil na Guiné

Os Estados Unidos exigiram nesta quinta-feira a volta imediata da ordem civil na Guiné e rejeitaram a promessa dos militares golpistas de realizar eleições em 2010, segundo um comunicado de sua embaixada em Conakry transmitido à AFP.

AFP |

"Os Estados Unidos condenam o golpe de Estado militar na Guiné e rejeitam o comunicado dos militares prometendo eleições em dezembro de 2010. Reclamamos a volta imediata à ordem civil. Exigimos que sejam respeitados os direitos fundamentais de todos os cidadãos e particularmente os do primeiro-ministro (Ahmed Tidian) Suaré e dos membros de seu governo", afirma o comunicado.

Os militares golpistas consolidaram nesta quinta-feira sua autoridade na Guiné , ao conseguir com que o primeiro-ministro e os membros de seu gabinete acatassem a intimação de comparecer a um quartel militar.

O golpe de Estado, executado na terça-feira, foi condenado pela comunidade internacional, mas duas importantes forças de oposição "tomaram nota" do fato, sem criticar o mesmo.

O primeiro-ministro, Ahmed Tidian Suaré, e seu governo, depois de se apresentar no quartel de Alfa Yaya Diallo, o campo militar onde a junta tem seu quartel-general em Conacri, foram recebidos à tarde pelo presidente autoproclamado, Mussa Dadis Camara.

"Ontem, eram vocês, hoje somos nós. Nós os ajudamos, vocês devem nos ajudar", declarou o capitão Camara aos 30 membros do gabinete diante da imprensa.

Suaré e seus ministros escutaram a declaração em silêncio. Eles se levantaram quando Camara apareceu e sentaram quando o novo homem forte de Conacri ordenou que o fizessem.

Mais tarde, todo o grupo deixou o quartel de Alfa Yaya Diallo e o paradeiro de todos é desconhecido.

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