Estados Unidos avaliam política de isolamento à Síria

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão reavaliando sua política de isolamento à Síria nos últimos meses da administração Bush, mas não devem enviar um embaixador a Damasco em breve, disseram autoridades e especialistas norte-americanos.

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Uma autoridade dos Estados Unidos afirmou haver discussões sobre a melhor maneira para Washington "influenciar" Damasco, particularmente após a recente reaproximação entre França e Síria, com a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a Damasco no mês passado.

"Nós estamos vendo se há alguma vantagem em como nós nos reconfiguramos diplomaticamente", disse a autoridade, que pediu para nao ser identificada.

Ele disse à Reuters na sexta-feira que o movimento de Washington acontece em meio a "sinais encorajadores" da Síria, como a ajuda em intermediar a eleição presidencial do Líbano e a decisão do país de ter laços diplomáticos com o vizinho que dominou militarmente por quase três décadas.

Em um sinal de uma possível aproximação, a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, durante a Assembléia Geral da ONU, no mês passado -- o terceiro encontro em 18 meses.

Moualem disse a um canal de televisão de Dubai que as discussões foram "positivas" e "uma introdução ao diálogo."

As relações dos Estados Unidos com a Síria têm sido particularmente frias desde o assassinato em 2005 do ex-primeiro-ministro libanês Rafik al-Hariri, no qual Washington acusa a Síria de envolvimento.

As táticas de Washington têm sido isolar a Síria com sanções e acusar Damasco de fomentar a violência no Iraque ao permitir que combatentes estrangeiros atravessassem suas fronteiras. A Síria também faz parte da lista dos Estados Unidos dos países que patrocinam o terrorismo.

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