Estado de saúde de americano pode atrasar sentença de Suu Kyi

Bangcoc, 7 ago (EFE).- O americano John Michael Yettaw, um dos acusados no julgamento contra a líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, sofreu hoje três novos ataques epilépticos e, por isso, seu estado de saúde pode atrasar a divulgação da sentença da ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 1991.

EFE |

Faltando quatro dias para audiência, o chefe da Polícia, o general Khin Yi, confirmou a informação e disse que cabe ao tribunal decidir se adiará novamente a divulgação da sentença.

Yettaw, de 54 anos e processado em Mianmar (antiga Birmânia) por ter entrado na casa de Suu Kyi, foi hospitalizado há três dias, por fortes convulsões.

Seu estado não é grave, mas o americano tem epilepsia e outros problemas de saúde e, durante o processo, foi internado várias vezes para ser tratado por diabetes e insuficiência cardíaca.

O americano foi detido no início de maio, depois de ter passado duas noites na casa de Suu Kyi, aonde chegou nadando pelo lago Inye, em Yangun.

Yettaw disse ao juiz que teve uma visão em um sonho de que a ativista ia ser assassinada e queria adverti-la sobre o perigo.

Suu Kyi e Yettaw estão sendo acusados de terem violado as condições da prisão domiciliar da líder de oposição e podem ser condenados cada um a uma pena máxima de cinco anos de prisão.

A Junta Militar que governa Mianmar desde 1962 afirma que é um "agente infiltrado" de um Governo estrangeiro e encarregado de causar agitação para forçar a libertação de Suu Kyi, que viveu confinada durante quase 14 dos últimos 20 anos.

Se não houver mais atrasos, a sentença será divulgada na próxima terça-feira, dia 11 de agosto. EFE tai/pd

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