Estado de exceção é revogado 12 dias antes das eleições em Bangladesh

Nova Délhi, 17 dez (EFE).- Doze dias antes de uma das mais importantes eleições legislativas da história de Bangladesh, o estado de exceção que regia há quase dois anos foi revocado hoje, o que permitirá que os partidos façam uma campanha eleitoral sem restrições.

EFE |

A ordem de revogação foi assinada na última segunda pelo presidente do país, Iajuddin Ahmed, e cumpre com a data anunciada pelo Governo ante a pressão do Partido Nacionalista de Bangladesh (UNB), que ameaçou boicotar o pleito caso a medida de exceção continuasse em vigor.

No entanto, embora o Exército bengalês volte oficialmente hoje para seus quartéis, a partir de amanhã está previsto o posicionamento de 300.000 soldados para protegerem os 35.000 colégios eleitorais do país, segundo o chefe da Comissão Eleitoral, Sakhawat Hossain.

Hossain disse ontem que a Comissão considerou prudente posicionar o Exército 48 horas antes do previsto ante o temor, baseado em informações dos serviços de inteligência e da imprensa, de que aconteçam "sabotagens" durante os próximos dias de campanha, segundo a imprensa bengalesa.

O chefe do Governo interino que dirigiu Bangladesh durante o período de exceção, Fakhruddin Ahmed, pediu hoje às Forças Armadas que ajudem a celebrar eleições pacíficas e justas.

"Esta responsabilidade é importante também. Portanto, as Forças Armadas terão que estar sempre em alerta", declarou o primeiro-ministro em discurso a oficiais dos três exércitos, segundo a agência bengalesa "UNB".

Após pedir aos militares "cem por cento de neutralidade" no pleito do dia 29, Ahmed lhes advertiu que "não há espaço para desvio alguma nesta encruzilhada crítica para a nação". EFE ja/fal

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