Estado de emergência é suspenso no Timor mais de 2 meses após atentados

Sydney (Austrália), 23 abr (EFE).- O Governo do Timor-Leste deve suspender hoje o estado de emergência declarado há dois meses e meio.

EFE |

A medida havia sido formalizada após os ataques contra o presidente do país, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro da nação lusófona, Xanana Gusmão.

A decisão de suspender o estado de emergência partiu nesta terça-feira do Parlamento, que deu seu sinal verde ao pedido de Ramos Horta, segundo comunicado emitido pelo chefe do Legislativo timorense, Fernando "Lasama" de Araújo.

Ramos Horta voltou na última semana ao país depois de ter ficado internado em um hospital australiano para se recuperar dos ferimentos sofridos no ataque.

O estado de emergência e o toque de recolher só será mantido no distrito de Ermera, no oeste do país, onde as forças de segurança ainda perseguem os rebeldes que perpetraram os atentados de 11 de fevereiro último.

Na semana passada, o presidente timorense afirmou que o militar rebelde Alfredo Reinado, que morreu no atentado contra Ramos Horta, havia recebido apoio na Indonésia de pessoas interessadas em provocar uma nova guerra civil no Timor.

Reinado liderou em abril de 2006 uma revolta de 599 soldados demitidos por insubordinação no Exército, gerando uma onda de violência que deixou 37 mortos, mais de 100 mil refugiados e levou ao desdobramento de forças internacionais de paz.

Mari Alkatiri, então chefe do Executivo local, renunciou também como conseqüência da crise. EFE mg/fr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG