Estabeleça uma meta para sua vida: 1001 propósitos para o ano novo

Alicia García de Francisco. Redação Central, 1 dez (EFE).- Quem não fez novos propósitos ante a chegada do novo ano? E quantos podem garantir que os cumprirão? Certamente a maioria está no primeiro caso e a imensa minoria no segundo.

EFE |

Para ajudar surgiram inúmeros livros que indicam algumas propostas.

Deixar o cigarro, fazer exercícios, seguir uma dieta mais saudável, romper ou tentar salvar uma relação, buscar um parceiro, sair mais, ler mais, estudar mais. Enfim, a relação é interminável, inacabável e, sobretudo, irreal.

Porque nos propomos a fazer tudo agora e queremos que os resultados sejam imediatos e sem esforço.

A Universidade de Hertfordshire (Grã-Bretanha) realizou no ano passado um estudo com a participação de 3.000 voluntários.

Segundo a pesquisa, 52% deles disseram acreditar que levariam a bom termo seus bons propósitos de ano novo, mas após 12 meses apenas 12% alcançaram seus objetivos.

Ante estes resultados, a universidade elaborou uma série de recomendações para ajudar a cumprir estas intenções, que vão desde estabelecer objetivos concretos e datas limites, ou pedir a familiares e amigos que façam pressão.

A isto se juntam agora os inúmeros livros que surgiram para aumentar os desejos e necessidades das pessoas de fazer tantas coisas como os minutos de suas vidas.

Um dos mais famosos é "100 things to do before you die " ("Cem coisas para fazer antes de morrer"), que considera imprescindível fazer uma peregrinação vodu no Haiti ou praticar surfe pelado durante a noite na Austrália.

Uma longa e complicada lista que é necessária ser cumprida se não quiser que aconteça com você o que houve com um de seus autores, Dave Freeman, que morreu em agosto passado aos 47 anos após cumprir apenas metade desta centena de coisas.

O êxito deste livro inspirou outras obras, que de cem sugestões por volume passaram para mil, com as quais se deveria ter mais de uma vida para cumprir as idéias propostas.

Surgiram então os clássicos como "1001 filmes para ver antes de morrer" e suas variações sobre discos, livros que devem ser lidos, quadros a serem contemplados, lugares a serem visitados ou coisas românticas para se fazer.

Os mais transcendentais podem optar por obras com 1001 meditações, pérolas de sabedoria, doutrinas do budismo ou formas de salvar o planeta.

E os que te dão razões para justificar quase tudo optam por razões para se apaixonar ou para não se apaixonar, para ser um melhor pai, para ser um melhor amigo, para criar um bebê ou simplesmente para ser feliz.

Entretanto, diante da proliferação deste tipo de livros os autores e as editoras foram se refinando em seu afã por captar leitores e compradores.

Assim, o último grito destes livros são os que, como recomenda a Universidade de Hertfordshire, estabelecem um limite de tempo para se alcançar um objetivo.

É o caso de "365 dias para ser mais culto", de Dabid Kidder e Noah Oppenheim, que com o lema de "sou culto, sou livre", dá 365 lições que requerem cinco minutos de esforço diário para se alcançar um verniz de cultura para surpreender o maior número de amigos possível.

Movimentos artísticos, descobertas científicas, grandes compositores e filósofos ou as principais linhas das religiões mais importantes são algumas das coisas que este livro promete ensinar em apenas alguns minutos diários.

365 jantares, brincadeiras para crianças, gatos ou cachorros, coisas tontas para se fazer, aviões de papel, jogos mentais, formas de economizar dinheiro. A lista é muito maior que os desejos que se repetem a cada dia primeiro de janeiro. EFE agf/fal

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