Esquerda unida: Lugo posa com Chávez, Correa, Leonardo Boff e Cardenal

O novo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, apresentou-se à imprensa internacional, nesta sexta-feira, ao lado de seus colegas esquerdistas Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador), e de dois religiosos rebeldes, o brasileiro Leonardo Boff e o nicaragüense Ernesto Cardenal.

AFP |

"Não tenho por que temê-los", disse Lugo, um ex-bispo católico simpatizante da Teologia da Libertação, que obteve a dispensa do Papa Bento XVI "pelo bem do Paraguai" para governar por um período de cinco anos.

"Alguns me dizem: 'cuidado com Chávez, cuidado com Evo, com Correa' e asseguram que querem nos transformar em venezuelaninhos, em bolivianinhos, em equatorianinhos, mas nós seremos verdadeiros paraguaios", frisou.

"Mas eu não tenho medo de Chávez, de Evo, de Correa. Não tenho medo de ninguém. O Paraguai fará seu próprio processo. Vamos fazer um processo paraguaio de verdade", acrescentou.

Olhando ao redor, Lugo externou sua satisfação com a presença de Chávez, Correa, dos teóricos da Teologia da Libertação, Boff e Cardenal, e do escritor uruguaio Eduardo Galeano. "Essa mesa é um luxo", comemorou.

Para Correa, está-se desenvolvendo na América Latina um modelo socialista surgido do povo que chegou ao poder pelos votos. "Eu sou socialista. O governo equatoriano é socialista. Chávez é socialista. O presidente Lugo se define como socialista", afirmou.

Já o brasileiro Leonardo Boff destacou que, na mesa, estavam os libertadores.

"Para saber se um presidente agrada a Deus, ou não agrada, é preciso perguntar como esse líder trata os pobres. Se ele os trata bem, significa que está no lado de Deus", enfatizou, recordando Isaías.

"E todos nessa mesa estão do lado dos pobres. Então, eu me sinto como na minha casa e quero pedir a Deus que oriente sempre os governos pelos caminhos da libertação", concluiu.

hro/tt/LR

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