Esquerda se aproxima de vitória na capital peruana

Susana Villarán se diz socialista "moderada e liberal", contrária ao "militarismo autoritário" do venezuelano Hugo Chávez

iG São Paulo |

A prefeitura de Lima, capital do Peru, está perto de ser ocupada pela esquerda. Segundo resultados finais da apuração de eleições locais do último domingo, que devem redefinir o mapa político peruano a seis meses do pleito presidencial, Susana Villarán obteve 38,49% dos votos, contra 37,58% da conservadora Lourdes Flores.

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Susana diz ser uma socialista moderada e liberal, contrária ao "militarismo autoritário" de Chávez
Segundo boletim divulgado na terça-feira, isso significa uma diferença de 31.164, mas ainda há cerca de 1,2 milhão de votos que foram colocados sob suspeita e serão recontados.

Susana diz ser uma socialista "moderada e liberal", contrária ao "militarismo autoritário" representado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ainda assim, ela causa preocupação nos mercados financeiros, temerosos com o surgimento de uma candidatura viável da esquerda nas eleições presidenciais de 2011.

A candidata também procura se dissociar do líder nacionalista Ollanta Humala, um ex-militar, como Chávez, que em 2006 chegou ao segundo turno da eleição presidencial, com apoio do presidente venezuelano.

Analistas dizem que o resultado final, incluindo os votos impugnados, deve manter a vitória de Susana, embora a diferença dela para a advogada Lourdes Flores tenha caído a cada boletim de apuração.

Lourdes disse que vai esperar "até o último sufrágio" antes de reconhecer o resultado.

Apuração

Alguns grupos políticos se queixaram na demora da apuração dos votos, ao que o presidente Alan García respondeu com um pedido de "paciência", lembrando que na sua eleição presidencial, em 2006, também precisou esperar "seis ou sete dias" até a proclamação do resultado. A associação Transparência estimou que a verificação dos votos impugnados vai levar cerca de duas semanas.

Além de Lima, houve no domingo também eleições em vários departamentos e municípios, nos quais líderes independentes e regionalistas impuseram uma dura derrota aos partidos tradicionais, como o governista Apra.

*Com Reuters

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