Esquerda italiana protesta em Roma contra Berlusconi

Por Robin Pomeroy ROMA (Reuters) - Centenas de milhares de italianos saíram às ruas de Roma neste sábado para protestar contra o governo de Silvio Berlusconi, que a esquerda acusa de flertar com o fascismo.

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O líder da oposição Walter Veltroni, que perdeu para Berlusconi na eleição de abril, discursou para uma multidão no Circo Máximo, antiga arena de corridas de bigas em Roma. Os organizadores estimaram que havia 2,5 milhões de pessoas no local.

Não foi divulgada de imediato nenhuma estimativa oficial sobre o número de participantes, mas tanto a direita como a esquerda na Itália realizam com frequência manifestações de massa que reúnem centenas de milhares de pessoas na capital, vindas de todo o país.

"Vamos lembrar, como sempre: uma outra Itália é possível e nós vamos construí-la juntos", disse Veltroni a partidários que agitavam bandeiras do Partido Democrático. Uma faixa dizia, em inglês: "A Itália não é apenas Berlusconi".

Ex-prefeito de Roma, Veltroni assumiu uma posição mais discreta desde que Berlusconi voltou ao poder com base em uma plataforma de ações contra o crime e a imigração ilegal.

A marcha não tinha como objetivo ir contra nenhuma política de governo em especial --ao contrário de dezenas de manifestações menores realizadas nos últimos dias em protesto contra reformas no sistema educacional--, mas apoiar eleitores de centro-esquerda que sentem que suas opiniões não estão sendo levadas em consideração.

Em aliança com dois outros partidos de direita, Berlusconi, um magnata da mídia, de 72 anos, tem uma sólida maioria no Parlamento.

Entre as primeiras medidas de Berlusconi estão o desmantelamento de bairros miseráveis de ciganos, distribuição de soldados pelas ruas da cidade e garantia de imunidade contra processos para si próprio e um punhado de outras autoridades.

Apesar de obter índice de aprovação de 60 por cento em pesquisas recentes, Berlusconi é desprezado pela esquerda, da qual ele faz pouco caso, chamando seus membros de "comunistas".

Veltroni disse que a Itália está se tornando mais racista e criticou alguns integrantes do governo por suas ligações históricas com o fascismo.

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