Esposas traídas mancham com sangue alta sociedade do Camboja

Jordi Calvet. Phnom Penh, 15 nov (EFE).- Os escândalos das relações amorosas entre os homens poderosos do Camboja com formosas atrizes e modelos costumam ter um desfecho trágico no país, onde as esposas ciumentas se vingam das puladas de cerca dos maridos com sangue.

EFE |

O último caso que a imprensa cambojana explora até o último detalhe é o da bela atriz Suon Pheakdei, de 27 anos, mais conhecida por seu nome artístico DJ Ano, que apresentava um popular programa de televisão da cadeia "TV3", até que a notícia de seu envolvimento com um alto nome da Polícia viesse à tona.

Em outubro, ela deixou de aparecer no programa e em Phnom Penh há rumores de que ela foi vítima da vingança da esposa do todo-poderoso e temível diretor da Polícia Nacional, Hok Lundy, que curiosamente morreu no domingo passado em um acidente de helicóptero.

Segundo os meios de comunicação cambojanos, quatro homens a seqüestraram, rasparam sua cabeça e lhe deixaram 80 cortes no rosto, nos seios e na genitália com uma lâmina de barbear.

Nenhum destes detalhes foi confirmado ou desmentido pela Polícia, que demorou três semanas para abrir uma investigação sobre o suposto desaparecimento.

Um hospital em Ho Chi Minh (antiga Saigon) afirmou na quarta-feira passada que DJ Ano esteve internada lá durante uma semana e que já recebeu alta.

Embora a fonte do hospital não tenha fornecido detalhes sobre a natureza e a gravidade dos ferimentos da apresentadora, a imprensa vietnamita informou ontem que "a jovem não poderá continuar sua carreira na TV".

O chefe da Polícia de Phnom Penh disse que a família de DJ Ano não denunciou o suposto desaparecimento até o momento, e sobre os detalhes da suposta agressão se limitou a responder: "Só sei o que saiu nos jornais".

O diretor-geral da "TV3", Kham Poun Keomony, também não deu mais detalhes e apenas disse que desconhecia o paradeiro dela e o motivo de sua ausência.

"Talvez tenha saído de férias", disse aos jornalistas sem muita convicção.

Pelo menos outras quatro atrizes e cantoras sentiram na pele as vinganças de esposas de homens influentes traídas durante os últimos anos.

O episódio mais famoso foi protagonizado por Piseth Pilika, uma popular atriz de cinema assassinada a tiros em 1999, segundo a imprensa cambojana, a mando de Bun Rany, a esposa do primeiro-ministro do país, Hun Sen.

Pilika e Sen, conhecido por suas atitudes de Don Juan, viveram uma intensa relação amorosa, coforme contou a atriz em seu diário.

Um pouco mais de sorte teve a cantora Touch Sunnich, que em 2003 sobreviveu a uma tentativa de assassinato, embora tenha fugido do país com ferimentos de bala no rosto e tenha passado meses em hospitais de Bangcoc e dos Estados Unidos.

Uma cantora de karaokê, Tat Marina, ficou desfigurada após um ataque de ácido sulfúrico logo depois que seu envolvimento com um homem poderoso se tornou público.

Pov Panhapich, também cantora, foi baleada em 2007 e vive exilada desde então em um país vizinho.

A outra semelhança entre todos estes casos, além dos ciúmes, é a impunidade às agressoras já que, até o momento, ninguém prestou contas à Justiça. EFE jcp/ab/rr

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