Esposas de civis reféns se alegram com anúncio das Farc sobre libertações

Bogotá - As esposas dos colombianos Alan Jara e Sigifredo López, únicos civis no grupo de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com fins de troca, disseram hoje ter recebido com alegria o anúncio dessa guerrilha que, em breve, os libertará junto com quatro soldados da Polícia.

EFE |

"Acho que todos nós parentes temos esta alegria, nós a compartilhamos", afirmou Patricia Nieto, esposa de López, que está nas mãos dos rebeldes desde o dia 11 de abril de 2002 e é o único sobrevivente de um grupo de 12 feitos cativos com ele.

López era um deputado de Valle del Cauca que as Farc seqüestraram junto a 11 de seus colegas em uma suposta operação antiterrorista na sede da Assembléia (Legislativo regional) em Cali, a capital do departamento.

A esposa de López disse a um correspondente em Cali do telejornal do "Canal Caracol", da televisão privada, que o anúncio das Farc é resultado da tarefa em favor dos cativos realizada pela parlamentar opositora Piedad Córdoba.

"Ela é uma pessoa que foi íntegra neste trabalho, que é humanitário", acrescentou Patricia Nieto, que se declarou feliz que López retorne em breve para casa.

A esposa de Jara, Claudia Rujeles, disse a outro correspondente do mesmo telejornal em Villavicencio (centro) que recebeu "com muitíssima alegria" o anúncio rebelde.

"O dia foi maravilhoso e nos antecipou o Natal", afirmou Rujeles, que exerce como assessora de Paz no Governo de Meta, departamento do qual Villavicencio é capital e que no passado teve Jara como titular.

Jara foi seqüestrado pelas Farc em julho de 2001, quando viajava pelas estradas de Meta em um veículo da ONU, o que representa uma violação dos rebeldes à imunidade diplomática do organismo internacional.

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