Espionagem britânica abre sua própria investigação dos ataques em Mumbai

Londres, 1 dez (EFE).- Os serviços de inteligência do Reino Unido abriram sua própria investigação dos atentados cometidos na semana passada na cidade indiana de Mumbai, que deixaram cerca de 200 mortos, publica hoje o jornal The Guardian.

EFE |

Segundo o jornal, que cita como fonte funcionários do Governo britânico relacionados à luta antiterrorista, o MI5 e o MI6 - as agências de espionagem interna e externa, respectivamente - investigam se existe alguma "conexão britânica" com os ataques.

Embora não haja provas, por enquanto, que confirmem essa informação, os serviços de inteligência deste país mantêm uma "atitude aberta" diante dessa possibilidade, segundo as fontes.

Nesse sentido, uma equipe da Polícia antiterrorista britânica viajou na semana passada a Mumbai para certificar as informações segundo as quais vários dos homens que espalharam o terror nessa cidade são cidadãos do Reino Unido nascidos no Paquistão.

Até agora, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e seu ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband, insistiram em que é cedo para falar dessa conexão e destacaram que não existem evidências confiáveis nesse sentido.

Além disso, a espionagem britânica quer investigar os possíveis vínculos dos autores do massacre com grupos paquistaneses.

"A impressão em círculos da inteligência britânica é que os terroristas de Mumbai estão relacionados com grupos radicados no Paquistão, apesar de não haver certeza de quais são", afirma o jornal.

Além disso, as agências de inteligência do Reino Unido pretendem analisar as táticas dos terroristas de Mumbai e suas fontes de financiamento, assim como qualquer ameaça que possa levar a alvos britânicos.

Os autores do massacre adotaram táticas de guerrilha vistas em outros ataques cometidos na Índia, Paquistão e Oriente Médio, mas que diferem dos métodos usados em atentados suicidas como os ocorridos em Londres em 7 de julho de 2005, que deixaram 56 mortos (incluindo os quatro responsáveis pelo massacre). EFE pa/an

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