Espiões entram na rede elétrica dos EUA, diz WSJ

WASHINGTON - Espiões eletrônicos entraram na rede elétrica dos Estados Unidos e deixaram nela alguns softwares que poderiam ser usados para prejudicar o sistema, informou o Wall Street Journal nesta quarta-feira.

Reuters |

Os espiões vieram da China, Rússia e outros países, e acredita-se que sua missão fosse investigar o sistema elétrico dos EUA e seus controles, informou o jornal, citando antigos e atuais dirigentes dos serviços de segurança norte-americanos.

Os intrusos não tentaram danificar a rede elétrica ou outros elementos cruciais de infraestrutura, mas os funcionários disseram que poderiam fazê-lo durante uma crise ou guerra, afirmou o jornal em seu site.

"Os chineses tentaram mapear a nossa infraestrutura, como a rede elétrica", disse um importante funcionário dos serviços de inteligência ao jornal. "Os russos também."

A espionagem parece ter sido extensa em todo o território dos EUA e não tinha por alvo uma empresa ou região específica, segundo um ex-funcionário do Departamento de Segurança Interna.

"Existem intrusões, e elas estão crescendo", disse o antigo funcionário ao jornal, em referência aos sistemas elétricos. "Aconteceram muitas no ano passado."

O governo do presidente Barack Obama não comentou de imediato a reportagem.

As autoridades que investigaram as invasões encontraram ferramentas de software deixadas na rede que poderiam ser usadas para destruir componentes de infraestrutura, disse o agente de inteligência, acrescentando que "se formos à guerra contra eles, tentarão acionar esses programas".

Outros funcionários disseram que os sistemas de água, esgotos e outros serviços de infraestrutura também estavam em risco.

Proteger a rede elétrica e o restante da infraestrutura é uma parte importante da revisão do governo Obama quanto à segurança eletrônica, que deve ser concluída na semana que vem.

A sofisticação das intrusões nos EUA, que vão além dos sistemas elétricos e outras áreas importantes de infraestrutura, sugere que China e Rússia são os principais responsáveis, de acordo com funcionários da inteligência e especialistas em segurança eletrônica.

Embora grupos terroristas possam desenvolver a capacidade de penetrar a infraestrutura norte-americana, não parecem ainda ter montado ataques, disseram esses funcionários.

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