Morton Sobell, de 91 anos, condenado no maior julgamento por espionagem da Guerra Fria, admitiu sua culpabilidade, finalmente, cinco décadas depois, informou o jornal The New York Times, nesta sexta-feira.

A revelação veio à tona com uma nova informação que levantava dúvidas sobre a condenação de outra acusada, Ethel Rosenberg, executada por passar segredos nucleares para a então União Soviética.

Sobell sustentou sua inocência por meio século, depois de ser condenado no julgamento de Rosenberg, em 1951.

Agora, em entrevista ao "New York Times", ao ser questionado sobre se foi um espião, ele respondeu: "sim, sim, sim, podem chamar assim. Nunca pensei nisso nesses termos".

Sobell passou mais de 18 anos em prisões americanas, incluindo a da ilha de Alcatraz (San Francisco, Califórnia), por transmitir informações sigilosas para os soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial.

Ele justificou suas ações nesta sexta-feira, ao dizer ao jornal que lhes entregou armas defensivas apenas em um momento em que a URSS era uma aliada dos EUA na luta contra a Alemanha nazista.

A revelação foi feita depois que os Arquivos Nacionais publicaram 940 páginas de testemunhos que ele dera ao grande júri, antes do julgamento contra Julius e Ethel Rosenberg, condenados por enviar segredos nucleares a Moscou e executados em 1953.

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