Especialistas pedem a Obama que investigue práticas usadas em Guantánamo

Especialistas que participam de um estudo sobre a prisão americana de Guantánamo (Cuba) pediram ao presidente eleito, Barack Obama, a criação de uma comissão para investigar as controvertidas práticas aplicadas pelos Estados Unidos a seus prisioneiros, detidos na guerra contra o terrorismo do atual presidente George W. Bush.

AFP |

O estudo, divulgado na quarta-feira, com resultados de entrevistas das quais participaram 62 ex-detidos no campo da ilha de Cuba, concluiu que, até depois de liberados, os prisioneiros continuam sofrendo de estigmas vinculados à detenção.

O informe detalha a vida dos detidos, que foram agredidos, amarrados durante horas em posições incômodas, isolados em celas, humilhados e incapacitados para refazer suas vidas depois de libertados.

Obama prometeu fechar a prisão de Guantánamo, que ainda abriga 250 detidos, embora não tenha dito o que pensava fazer com eles.

"Não podemos varrer para baixo do tapete este obscuro capítulo da história nacional fechando simplesmente a prisão de Guantánamo. O novo governo deve investigar quem fez mal e quem é o responsável", disse à imprensa Eric Stoler, um pesquisador da Universidade de Berkeley, Califórnia.

Os Estados Unidos mantêm centenas de prisioneiros de sua chamada "guerra ao terrorismo" na base que possui em Guantánamo, a maioria deles há anos, sem qualquer julgamento, condenação, acusação, nem acesso a advogados, e em condições de isolamento.

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