Especialistas em segurança israelenses assessoraram resgate de Betancourt

Jerusalém, 4 jul (EFE).- A operação de libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, junto a outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), contou com a assessoria de especialistas israelenses em segurança, destaca hoje a imprensa de Israel.

EFE |

No entanto, a imprensa local sublinha a advertência feita pelos israelenses envolvidos na operação, de que "não se deve exagerar seu envolvimento, pois o crédito pela operação foi da Colômbia", país com o qual o Estado judeu vem estreitando seus laços em matéria de segurança nos últimos três anos.

Segundo o diário "Ha'aretz", a participação israelense na operação de resgate envolveu dezenas de especialistas em segurança, e foi coordenada pela empresa Global CST, propriedade do ex-chefe de planejamento do Estado-Maior israelense, general Israel Ziv.

"Foi a Operação Entebbe colombiana", disse Ziv, em referência à famosa operação na qual Israel recuperou mais de 100 passageiros de um vôo seqüestrados por terroristas em Uganda.

"Ajudamos na preparação para a luta antiterrorista. Participamos do planejamento de operações e estratégias, e do desenvolvimento de suas fontes de inteligência", acrescentou uma fonte da companhia.

A Global CST é uma empresa privada, mas que oferece assessoria em matéria de segurança em parceria com o Governo israelense, através da agência do Ministério da Defesa que deve aprovar que militares nacionais possam revelar a experiência adquirida no Exército de Israel.

Os israelenses não tomaram parte na execução da operação, segundo destaca o "Ha'aretz", mas assessoraram e guiaram as ações, além de terem vendido equipamentos e tecnologia de inteligência.

O "Yedioth Ahronoth", jornal de maior tiragem do país, coincide ao assinalar que a participação israelense se centrou em "assuntos de inteligência, treinamento e criação de infra-estruturas operativas".

O jornal menciona um ex-ministro não identificado do Partido Trabalhista, que afirma "manter boas relações com a Colômbia", e que teria sido responsável por intensificar as relações no plano da defesa com o país nos últimos anos.

Israel vendeu à Colômbia aviões, aparelhos não tripulados, armas e sistemas de inteligência. Além disso, o Ministério da Defesa israelense calcula que a Global CST teria embolsado US$ 10 milhões em um contrato de trabalho na Colômbia.

Segundo o Ministério, foram contratados especialistas que trabalharam para o Mossad (serviço de inteligência israelense), o Shin Bet (serviço de segurança geral do país) e para diversas unidades do Exército israelense. EFE db/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG