Especialistas discutem sobre acesso a vacina em reunião sobre gripe

Alberto Cabezas. Cancún (México), 3 jul (EFE).- Ministros e especialistas sobre gripe suína de todo o mundo reconheceram hoje, no México, que ainda há grandes dúvidas sobre a pandemia, especialmente em relação ao acesso dos países pobres à futura vacina.

EFE |

"Ainda há muitas incertezas na evolução deste vírus, em seu comportamento e na potencialidade de mutação e de se combinar com outros vírus", explicou a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), Mirta Roses, no fim da reunião sobre a pandemia.

Na cúpula destes dois dias em Cancún, 960 especialistas discutiram sobre como comunicar os riscos do vírus sem ser alarmistas, como melhorar os sistemas de alarme e a futura vacina que está sendo desenvolvida.

Para a titular da OPS, é essencial reduzir o temor nestes momentos, o que "gera egoísmo e isolamento", assim como abordar assuntos relacionados com o acesso às vacinas.

Segundo Mirta, "não podemos baixar guarda. Temos que ter uma grande dose de humildade para lidar com este vírus e reconhecer que ainda podemos ter surpresas", advertiu a alta funcionária argentina.

Em entrevista coletiva, o diretor adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, se referiu ao desafio do acesso às vacinas, que devem ser disponibilizadas no final deste ano.

"A capacidade de produção de vacinas no mundo é relativamente limitada e não podemos fazer vacinas suficientes para todos em um instante", reconheceu.

Fukuda ressaltou que ainda não sabe como tornará as vacinas acessíveis aos países mais pobres, se será através de doações do setor privado ou com o apoio das nações desenvolvidas.

Outras dúvidas são como se expandirá o vírus da doença, como serão as doses e a dosagem por paciente, acrescentou Fukuda.

Anunciou ainda que, na semana que vem, a diretora da OMS, Margaret Chan, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se reunirão em Genebra, com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) para discutir sobre "como conseguir fundos" contra a gripe.

A pandemia já infectou quase 90 mil pessoas de 121 países e matou 382 pessoas, a maioria delas nos Estados Unidos, segundo números de hoje da OMS, mas Fukuda advertiu que esses dados são "muito conservadores".

Para o ministro da Saúde do país anfitrião da reunião, José Ángel Córdova Villalobos, o encontro foi um sucesso, porque aproximou especialistas e funcionários de todo o mundo e permitiu uma troca de experiências.

O ministro alertou que é necessário, a partir de agora, "focalizar as ações em grupos vulneráveis, sobretudo em mulheres grávidas, escolas e centros turísticos", e continuar atento à evolução da epidemia no hemisfério sul, antes de possíveis novos focos no norte, durante o próximo inverno.

Córdova reiterou que os antivirais e as vacinas podem ser muito efetivos, mas serão utilizado racionalmente.

Ele indicou ainda que é necessário trabalhar mais "na distribuição equitativa" da vacina, na identificação de grupos vulneráveis" e em "transferir a tecnologia" a países de poucos recursos, "uma ação de solidariedade que deve prevalecer sobre todos os interesses econômicos ou lucrativos". EFE act/pd Alberto Cabezas.

Cancún (México), 3 jul (EFE).- Ministros e especialistas sobre gripe suína de todo o mundo reconheceram hoje, no México, que ainda há grandes dúvidas sobre a pandemia, especialmente em relação ao acesso dos países pobres à futura vacina.

"Ainda há muitas incertezas na evolução deste vírus, em seu comportamento e na potencialidade de mutação e de se combinar com outros vírus", explicou a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), Mirta Roses, no fim da reunião sobre a pandemia.

Na cúpula destes dois dias em Cancún, 960 especialistas discutiram sobre como comunicar os riscos do vírus sem ser alarmistas, como melhorar os sistemas de alarme e a futura vacina que está sendo desenvolvida.

Para a titular da OPS, é essencial reduzir o temor nestes momentos, o que "gera egoísmo e isolamento", assim como abordar assuntos relacionados com o acesso às vacinas.

Segundo Mirta, "não podemos baixar guarda. Temos que ter uma grande dose de humildade para lidar com este vírus e reconhecer que ainda podemos ter surpresas", advertiu a alta funcionária argentina.

Em entrevista coletiva, o diretor adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, se referiu ao desafio do acesso às vacinas, que devem ser disponibilizadas no final deste ano.

"A capacidade de produção de vacinas no mundo é relativamente limitada e não podemos fazer vacinas suficientes para todos em um instante", reconheceu.

Fukuda ressaltou que ainda não sabe como tornará as vacinas acessíveis aos países mais pobres, se será através de doações do setor privado ou com o apoio das nações desenvolvidas.

Outras dúvidas são como se expandirá o vírus da doença, como serão as doses e a dosagem por paciente, acrescentou Fukuda.

Anunciou ainda que, na semana que vem, a diretora da OMS, Margaret Chan, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se reunirão em Genebra, com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) para discutir sobre "como conseguir fundos" contra a gripe.

A pandemia já infectou quase 90 mil pessoas de 121 países e matou 382 pessoas, a maioria delas nos Estados Unidos, segundo números de hoje da OMS, mas Fukuda advertiu que esses dados são "muito conservadores".

Para o ministro da Saúde do país anfitrião da reunião, José Ángel Córdova Villalobos, o encontro foi um sucesso, porque aproximou especialistas e funcionários de todo o mundo e permitiu uma troca de experiências.

O ministro alertou que é necessário, a partir de agora, "focalizar as ações em grupos vulneráveis, sobretudo em mulheres grávidas, escolas e centros turísticos", e continuar atento à evolução da epidemia no hemisfério sul, antes de possíveis novos focos no norte, durante o próximo inverno.

Córdova reiterou que os antivirais e as vacinas podem ser muito efetivos, mas serão utilizado racionalmente.

Ele indicou ainda que é necessário trabalhar mais "na distribuição equitativa" da vacina, na identificação de grupos vulneráveis" e em "transferir a tecnologia" a países de poucos recursos, "uma ação de solidariedade que deve prevalecer sobre todos os interesses econômicos ou lucrativos". EFE act/pd

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