Especialistas da UE pedem para manter vigilância sobre gripe suína

Bruxelas, 5 mai (EFE).- O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, em inglês), uma agência da União Europeia (UE) advertiu hoje que não se deve relaxar a vigilância sobre a gripe suína, já que, embora a maioria dos casos confirmados na Europa tenham sintomas moderados, a incidência poderia se intensificar.

EFE |

"Inclusive se concluirmos que é uma pandemia moderada, não podemos baixar a guarda e relaxar no próximo outono (hemisfério norte), porque as pandemias podem mudar muito rapidamente", advertiu Angus Nicoll, o diretor do Programa sobre Gripe do ECDC, com sede em Estocolmo.

Além disso, ainda não se sabe "muitas coisas" sobre o novo vírus, como qual será seu efeito sobre os grupos de população mais vulneráveis, disse Nicoll, em entrevista coletiva.

"Por enquanto, quase todos os infectados são jovens, mas será preciso ver o que acontece quando chegar, inevitavelmente, a outros grupos mais vulneráveis, como pessoas de mais idade ou que tenham outras doenças", disse Nicoll.

Atualmente, 12 países do continente europeu contam com casos confirmados, dos quais os mais afetados são Espanha (57) e Reino Unido (27).

Dos mais de 100 casos europeus confirmados, 15 deles correspondem a pessoas que não viajaram à América do Norte.

O especialista do ECDC indicou a importância de "avaliar corretamente a gravidade da possível pandemia", já que se seus sintomas são parecidos, em todos os casos, com os da gripe sazonal, não seriam necessárias medidas drásticas.

"Se as medidas tomadas forem desproporcionais, a resposta poderia ser contraproducente", ressaltou.

Mas é possível que, mais adiante, ocorra uma "segunda onda da doença, mais virulenta que a anterior", advertiu Nicoll, que citou o precedente da pandemia de gripe dos anos 80.

Para aprofundar no conhecimento sobre o novo vírus, é necessário saber "por que os padrões parecem tão diferentes no México e nos EUA", disse o pesquisador do ECDC.

De acordo com Nicoll, a maior mortalidade registrada no primeiro país "tem a ver com o acompanhamento médico", já que grande parte das mortes foi dos "primeiros casos que vieram à tona, os daquelas pessoas que sofreram os sintomas mais graves e então foram ao hospital".

No entanto, "não se tem conhecimento de outros muitos casos com sintomas leves ou sem sintoma algum, porque não tiveram acompanhamento médico", explicou o especialista europeu. EFE ahg/an

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