Especialistas da UE observam se há transmissão contínua da gripe suína

Bruxelas, 28 abr (EFE).- Os cientistas europeus estão atentos para ver se ocorre uma transmissão contínua dos casos comprovados de gripe suína detectados na Europa, afirmou hoje o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC), uma agência da União Europeia (UE).

EFE |

Angus Nicoll, pesquisador de gripe do ECDC, disse hoje que os casos detectados nos Estados Unidos e no Canadá mostraram que há uma transmissão entre pessoas e que é depois "importada", mas, "até agora, parece que não há uma transmissão contínua" dentro da comunidade.

Nicoll disse também, em entrevista coletiva da sede do Centro, em Estocolmo, e transmitida pela internet, que todas as infecções detectadas nos Estados Unidos e Canadá são "leves".

Os casos detectados até agora fora do México são de pessoas que tinham visitado este país, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje que está sendo analisada nos EUA a possibilidade de casos de contágio em uma escola de Nova York que poderiam ser produto de uma transmissão local entre as pessoas.

Por enquanto, Nicoll considerou favorável que a cepa do vírus causador da gripe suína em seres humanos "não tenha marcas de resistência a vários remédios existentes".

O especialista disse que a cepa do foco detectada no México é a mesma que a apontada nos outros países, e afirmou que, no caso mexicano, "pode haver um efeito iceberg", segundo o qual "vemos os mais doentes, que buscam atendimento, e alguns morrem e são examinados".

Nicoll disse que os especialistas ficarão muito atentos nos próximos meses à evolução da gripe nos países do Hemisfério Sul e os trópicos.

Mesmo assim, ressaltou que as autoridades e as instituições devem estar prontas, já que, com a gripe, "é preciso se preparar para o pior e esperar o melhor".

O cientista disse que, se for elaborada uma vacina específica para este foco, não estará disponível imediatamente, já que a vacina da gripe "é complicada" e são necessários pelo menos três meses depois dos exames iniciais para que o produto chegue ao mercado.

Além disso, explicou que a OMS e os fabricantes de vacinas terão que analisar como o vírus "se comporta" para ver se continuará produzindo as vacinas sazonais.

O porta-voz da OMS disse hoje, em Genebra, que quatro laboratórios de referência da organização estão trabalhando para reproduzir a cepa de base do vírus, necessária para a fabricação da vacina. EFE rcf/an

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