Especialistas criticam alarmismo em notícias sobre mudança climática

Madri, 4 out (EFE).- Cientistas e especialistas em mudança climática criticaram hoje o fato de o alarmismo predominar nas notícias sobre o tema, razão pela qual pediram aos jornalistas que transmitam informações da forma mais equilibrada possível.

EFE |

Esta foi uma das conclusões do seminário sobre mudança climática e meios de comunicação realizado durante a 64ª Assembléia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), no qual foi debatida a responsabilidade dos jornalistas nas informações sobre os efeitos do aquecimento global.

O professor César Dopazo, assessor do presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, e que atuou como moderador, considerou essencial que a informação científica seja de qualidade, correta e cautelosa, já que, caso contrário, as pessoas podem se alarmar em excesso.

Segundo ele, as informações sobre a mudança climática são "um excelente exemplo de onde sobra espetáculo".

Para o especialista, o desafio da imprensa é conscientizar a população, pois os cidadãos, em sua opinião, precisam distinguir o que é informação certa do que não é.

Na mesma linha, Thomas Dowing, diretor do Instituto Ambiental de Estocolmo e co-autor do "Atlas da mudança climática", pediu aos jornalistas que as mensagens transmitidas sejam mais de esperança do que de catástrofe, no sentido de que todos possam "fazer algo" na luta contra o aquecimento do planeta.

Já o diretor da Cidade das Artes e das Ciências de Valência e presidente da Associação Espanhola de Jornalismo Científico, Manuel Toharia, afirmou que todos os que vivem "nesta sociedade consumista" tem responsabilidade na questão da mudança climática, e não a imprensa, que "tem responsabilidade justa, nada mais".

Em sua opinião, "a falha" nas notícias sobre o fenômeno está no fato de nelas predominar o alarmismo, enquanto "a virtude" é se falar muito do tema, o que favorece o debate nas ruas.

Toharia ressaltou que "é fácil jogar a culpa no mensageiro", mas ao mesmo tempo pediu que a informação sobre o assunto seja a mais equilibrada possível. EFE td/fh/sc

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