Especialistas consideram que líder do Khmer Vermelho não tem problemas mentais

Um painel de especialistas médicos considerou, no tribunal especial da ONU, responsável pelo julgamento de Duch, o diretor do presídio cambojano de Tuol Seng durante o regime do Khmer Vermelho, que o acusado não sofre de desordens mentais, apesar de ter supervisionado o massacre de milhares de pessoas.

AFP |

A psicóloga francesa Francoise Sironi-Guilbaud e o psiquiatra cambojano Kar Sunbaunat testemunharam no julgamento contra Kaing Guek Eav, conhecido como "Duch", acusado de ter supervisionado a eliminação de 15.000 pessoas em Tuol Sleng, conhecida também com o nome de S-21, durante o regime ultracomunista instaurado em Camboja pelos Khmer Vermelho (1975-1979) sob o comando de seu líder, Pol Pot.

Kar Sunbaunat acrescentou que a avaliação, que voltou à infância e vida familiar de "Duch", não revelou sinais de distúrbios psicológicos no acusado.

"Duch" admitiu em 31 de março parte da responsabilidade e pediu perdão às vítimas, mas afirmou nunca ter matado alguém.

Quase dois milhões de pessoas, cerca de 25% da população cambojana, morreram durante o regime de Pol Pot.

suy/fp

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