Especialistas avisam que detectar teste nuclear leva alguns dias

As características do tremor telúrico registrado na Coreia do Norte permitem indicar se se trata se um terremoto ou de uma explosão, mas verificar a origem nuclear do tremor leva alguns dias, segundo os especialistas.

AFP |

"Serão necessários pelo menos dois dias para que as estações mais próximas possam captar eventuais gases raros ou partículas radioativas", declarou nesta segunda-feira em Viena o secretário-executivo da Organização do Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBTO, sigla em inglês), Tibor Toth.

O sistema internacional de vigilância da CTBTO é baseado em 340 estações situadas em cerca de 90 países, 80 dos quais podem medir a presença de radionucleídeos resultando de explosões atmosféricas ou subterrâneas.

Para determinar a natureza do "teste" norte-coreano, os especialistas devem se limitar num primeiro momento a analisar as ondas sísmicas.

O tremor telúrico registrado teve magnitude 4,7 na escala Richter, segundo o Instituto americano de Estudos Geológicos (USGS). A CTBTO avaliou a magnitude em 4,5, contra 4,1 para o precedente teste nuclear norte-coreano, realizado em outubro de 2006.

Os especialistas já tiraram as lições deste precedente episódio graças aos "excelentes dados sísmicos" obtidos então, segundo Paul Richards e Won-Young Kim (Lamont-Doherty Earth Observatory, Columbia university).

Graças às ondas sísmicas regionais registradas na estação chinesa de Mudanjiang, a 370 km do local do teste, a origem explosiva dos sinais pôde ser demonstrada "por comparação com os sinais de terremoto e de outras explosões da mesma região", explicaram em janeiro de 2007, na revista científica Nature Physics.

"O início impulsivo das ondas de compressão foi característico de uma explosão, e os picos indicadores de ondas típicas de um terremoto foram muito fracos", acrescentaram.

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