Especialistas assinalam mudança climática como pior ameaça aos oceanos

Manado (Indonésia), 11 mai (EFE).- A mudança climática que afeta os oceanos ameaça causar um aumento das catástrofes naturais, o deslocamento de milhões de pessoas, e com a extinção de numerosas espécies, advertiram hoje os especialistas.

EFE |

"A maior ameaça que se abate sobre os oceanos é a derivada da mudança climática", afirmou Gabriele Goettsche-Wanli, diretora da divisão de Assuntos Oceânicos e Lei do Mar das Nações Unidas, em seu discurso durante a primeira jornada da Conferência Mundial dos Oceanos.

Participam da conferência realizada na cidade indonésia de Manado, ao norte das ilhas Célebes, cerca de 1,8 mil cientistas e funcionários de delegações de pelo menos 64 nações, para examinar os efeitos da mudança climática nos oceanos.

Em uma das primeiras reuniões realizadas no marco da conferência, os especialistas alertaram sobre as repercussões da alta das temperaturas registradas nos oceanos.

Gabriele assinalou que os estudos realizados por especialistas da ONU, indicam que o nível das águas aumentará "um metro ou mais para o ano 2100", o que afetará cem milhões de pessoas na Ásia, 40 milhões na Europa, e cinco milhões na África e América.

A especialista da ONU explicou que, além disso, a mudança climática é um perigo para a sobrevivência das espécies que habitam nos pólos, pela diminuição de seu habitat e a chegada de outras próprias de climas mais quentes.

Outros aspectos destacados pelos cientistas foram a absorção em massa de dióxido de carbono (CO2) nos mares e as alterações nas correntes marinhas.

"É necessário um sistema integrado de observação oceânica para entender melhor os oceanos e como afetam e são afetados pela mudança climática", disse outro especialista na conferência.

A conferência dos oceanos é uma iniciativa da Indonésia destinada a chamar a atenção da comunidade internacional, que ao término das reuniões, acertará uma declaração não vinculativa que influa nas negociações sobre o protocolo que substituirá o de Kioto, que expira em 2012. EFE jpm/ma

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