Especialistas americanos em grafologia analisam Hillary, Obama e McCain

Washington, 20 mai (EFE) - Os candidatos à Presidência americana, que passam constantemente por avaliações de todos os tipos, tiveram suas letras examinadas e, segundo especialistas da área, revelam a elegância de Hillary Clinton, o vigor de John McCain e a diplomacia de Barack Obama. A grafologia, técnica que traça o perfil de uma determinada pessoa a partir da análise de sua escrita, tem destaque na mídia americana a cada quatro anos, diante das eleições. A escrita reflete a personalidade de cada um. Mostra o ego de cada pessoa, sua capacidade intelectual, além de sua forma de trabalhar e se comunicar, disse a grafóloga Sheila Lowe ao jornal americano Newsday.

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Por essa razão, a imprensa americana busca a opinião desse tipo de especialista para que se revele qualquer detalhe que possa diferenciar um candidato do outro.

"A grafia de Obama é mais fluente e elegante que a de McCain, que é muito mais angular", explica ao periódico "Los Angeles Times" o grafólogo Arlyn Imberman.

Segundo Imberman, "os traços retos e a perfeição" de Hillary demonstram "sua persistência e o fato de que não desistirá de lutar até o final".

Apesar dos três candidatos terem sido acusados de elitistas, o especialista assegura que nenhum deles é "esnobe".

"Nos três, aparecem traços de trabalho, inteligência e esforço", disse.

Os especialistas afirmam que apesar de suas grandes diferenças políticas, há algo em comum entre as letras de Obama e McCain: o fato de serem ilegíveis, que mostra a necessidade que ambos possuem de privacidade e falta de transparência.

Segundo o grafólogo Roger Rubin, este desejo do candidato republicano está marcado pelos traços da letra "h", que revelam que "há muitas coisas que McCain não quer compartilhar abertamente".

Rubin destaca que tanto Obama como McCain mostram ter sofrido com uma ausência paterna.

Obama foi abandonado quando tinha dois anos por seu pai e no caso de McCain, seu pai, um oficial da marinha, com freqüência estava ausente.

De acordo com Rubin, Hillary tem uma letra muito mais legível, o que demonstra elegância e energia.

"As duas letras 'l' em Hillary estão muito juntas, o que destaca sua delicadeza", afirmou.

O grafólogo afirma que enquanto a escrita da ex-primeira dama é ordenada, a de Obama é mais flexível, o que mostra seu desejo de se conectar a diferentes tipos de pessoas.

Já a de McCain é desconexa, enérgica e vigorosa.

"As letras mudam de direção. Os traços são magros e inclinados para a direita", disse Rubin.

Segundo o especialista, McCain "faz as coisas de sua maneira, e não da que esperam que faça". EFE elv/rr/plc

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