Especialistas alertam para violência nas Américas do Sul e Central

GENEBRA - As Américas do Sul e Central são as regiões do mundo mais afetadas pela violência armada, com quatro vezes mais mortes por esta razão que a média mundial, segundo indicaram hoje especialistas neste fenômeno.

EFE |

A violência armada, que causa a cada ano uma média de 740 mil mortes no mundo, será debatida em uma conferência internacional que será realizada nesta sexta-feira em Genebra, organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pelo Governo suíço.

Cerca de 490 mil pessoas, ou dois terços do total, são mortas fora das zonas de guerra como conseqüência da criminalidade, e neste sentido as Américas do Sul e Central são as regiões mais afetadas.

O impacto econômico direto da violência armada poderia chegar a US$ 163 bilhões ao ano, ressaltou hoje em entrevista coletiva Thomas Gremiger, chefe da divisão política do Ministério de Assuntos Exteriores suíço.

"A violência armada constitui um dos maiores freios para o desenvolvimento", acrescentou.

Representantes de 70 Estados, entre eles 17 em nível de ministros, assim como organizações internacionais e ONG participarão da reunião, na qual se discutirá o impacto social e econômico da violência e os meios de evitá-los.

Gremiger disse que a declaração adotada por 42 países há dois anos sobre medidas para reduzir este tipo de violência já foi assinada por 94 Estados.

"A violência é a quarta causa de mortes entre as pessoas de entre 15 e 44 anos no mundo", disse, por sua parte, Keith Krause, diretor do programa sobre armas leves no Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento.

A conferência de sexta-feira deverá fazer um balanço sobre a implementação das medidas adotadas anteriormente.

Seis países aceitaram realizar programas piloto para tentar reduzir a violência, entre eles a Guatemala. 

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