Especialistas advertem para risco de extinção em massa de espécies

A maior crise de extinção de espécies desde o desaparecimento dos dinossauros afeta atualmente o planeta, segundo os especialistas que a partir de domingo se reúnem em Barcelona no congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

AFP |

Quase 8.000 participantes - entre cientistas, ministros do Meio Ambiente e ecologistas - devem participar no quarto congresso da maior rede de informações sobre o meio ambiente, de 5 a 14 de outubro.

A queda acelerada da biodiversidade provocada pelo homem, direta ou indiretamente, centrará os debates.

A UICN publicará na segunda-feira uma aguardada "lista vermelha" das espécies em risco de extinção, que deve confirmar a gravidade da crise atual.

A relação, publicada todos os anos e considerada a avaliação mais confiável do estado das espécies no planeta, aumenta perigosamente.

Em 2007, quase 200 novas espécies entraram na lista de 16.306 espécies ameaçadas de extinção. A UICN vigia a evolução de 41.415 espécies.

Em termos gerais, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão em perigo.

Um total de 785 espécies já estão totalmente extintas e 65 sobrevivem apenas em cativeiro ou em estado doméstico, segundo a UICN.

Os especialistas analisarão a evolução da crise de biodiversidade e devem apresentar planos de ação para tentar remediar a situação.

"O número de espécies diminui na Terra e a velocidade de seu desaparecimento aumenta muito rapidamente, o que nos permite falar da sexta grande extinção", afirma Jean-Patrick Le Duc, do Museu Nacional de História Natural da França.

A extinção em massa anterior foi o desaparecimento dos dinossauros.

Os defensores da biodiversidade defendem o salvamento do máximo de espécies pelo princípio da precaução.

"Nenhuma espécie é banal, cada uma é o produto de milhões de anos de evolução e desempenha um papel no ecossistema", destaca Wendy Foden, diretor do programa sobre mudanças climáticas e espécies da UICN.

Os cientistas defendem assim a criação de vastos espaços naturais protegidos.

A erosão da biodiversidade é provocada pela combinação do crescimento urbano, da poluição, da mudança climática, dos conflitos armados e da exploração em excesso dos recursos.

A UICN quer aproveitar o congresso, organizado a cada quatro anos, para sensibilizar os políticos e a opinião pública sobre questões do meio ambiente.

Somente a reunião mundial sobre o desenvolvimento sustentável de Johanesburgo em 2002 havia reunido mais participantes.

A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França e que tem sede na Suíça, reúne mais de 1.000 membros - representantes de 80 governos e de 800 ONGs - es 10.000 cientistas voluntários.

ea/fp

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