Especialista em câncer adverte sobre uso de celular

Washington, 24 jul (EFE).- O uso freqüente do telefone celular pode aumentar o risco de uma pessoa ter câncer, dada a radiação eletromagnética emitida pelo aparelho, advertiu hoje o diretor do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, Ronald Herberman.

EFE |

Herberman distribuiu uma advertência aos docentes e empregados do instituto para que limitem o uso do telefone celular.

"Realmente o motivo principal da minha preocupação é que não deveríamos esperar que haja um estudo definitivo sobre este assunto, mas é melhor estar agora errado por ser cauteloso, que lamentar mais adiante", disse Herberman.

O especialista afirmou que sua recomendação se sustenta na "assessoria de um painel internacional de especialistas" que inclui cientistas da França, Itália e Holanda.

"Os campos eletromagnéticos gerados pelos telefones celulares devem ser considerados um perigo potencial para a saúde humana", diz.

"Não passou tempo suficiente para que tenhamos dados conclusivos sobre os efeitos biológicos dos telefones celulares e outros aparelhos telefônicos sem fios, uma tecnologia que agora é de uso global", acrescentou.

Herberman disse que "os estudos com humanos não indicam que os celulares sejam inócuos, e também não indicam que sejam perigosos.

Mas um conjunto crescente de provas indica que deveríamos reduzir a exposição enquanto continua a pesquisa sobre o assunto".

O especialista da universidade do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, assinalou que os fabricantes de telefones celulares e sem fio declaram que os aparelhos emitem radiação eletromagnética.

"É provável que os campos eletromagnéticos penetrem mais profundamente o cérebro das crianças que o dos adultos", escreveu Herberman.

No entanto, à revelia de provas definitivas de que os campos eletromagnéticos dos telefones celulares causem câncer, "não deveríamos falar da necessidade de medidas preventivas, como no caso do tabaco", ressaltou.

À espera de informação mais conclusiva, Herberman mencionou várias medidas que ele acredita serem convenientes, e que incluem que não se permita o uso de telefones celulares por crianças "exceto em emergências".

Herberman mencionou que "os órgãos em desenvolvimento de um feto ou de uma criança são provavelmente os mais sensíveis aos efeitos possíveis da exposição a campos eletromagnéticos".

"Quando se comunicar usando seu telefone celular procure mantê-lo o mais longe do corpo possível", acrescentou. EFE jab/ab/rr

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