Especialista da ONU lamenta baixas civis em ações militares dos EUA

Genebra, 3 jun (EFE).- O especialista da ONU sobre investigações de execuções extrajudiciais, Philip Alston, criticou hoje os ataques realizados pelos Estados Unidos contra os civis nas operações militares do país.

EFE |

"Os ataques realizados contra civis em território de outros Estados são cada vez mais frequentes e são muito preocupantes", afirmou Alston perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Em entrevista coletiva, o relator informou que em pelo menos dois terços dos ataques supostamente cometidos para matar "inimigos" morreram civis inocentes.

"O Governo americano deve fornecer provas legais sobre os ataques e identificar a maneira de reduzir os efeitos colaterais que causam várias perdas civis", acrescentou.

Além disso, criticou a impunidade da qual gozam os militares e os contratos com empresas privadas de segurança.

"É preciso mais transparência e mais responsabilidade nas operações militares dos Estados Unidos", disse, e, por isso, pediu a Washington para informar publicamente sobre as vítimas e investigar os assassinatos.

Ao rebater as críticas, o representante americano no Conselho afirmou que as operações militares dos Estados Unidos não entram no mandato do relator.

Alston defendeu a criação de um "mecanismo de reação rápida" pelo qual o Conselho possa atuar para proteger defensores dos direitos humanos que colaboram com os relatores especiais das Nações Unidas, pelo aumento de assassinatos destes ativistas.

O especialista da ONU também se referiu ao Sri Lanka e à necessidade de que se faça uma investigação sobre os supostos crimes cometidos durante o conflito que opôs o Exército com a guerrilha tâmil. EFE mh/db

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