Especialista da OMS diz que consumir porco não provoca gripe

Genebra, 7 mai (EFE).- O consumo de carne de porco e derivados não expõe, sob nenhuma circunstância, o consumidor a contrair o vírus da gripe suína, esclareceu hoje o especialista em segurança alimentar da Organização Mundial de Saúde (OMS), Peter Ben Embarek, em entrevista à Agência Efe.

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Embarek insistiu em que está totalmente comprovado que a carne cozida "desativa os vírus, particularmente os da gripe", enquanto que no caso dos embutidos e presuntos, por exemplo, o método e o período necessários para o processamento desses produtos elimina qualquer risco.

No entanto, o especialista em segurança alimentar reconheceu que "ainda não se sabe com certeza" se o consumo de carne de porco crua, praticado por alguns "grupos étnicos específicos", possa transmitir o vírus.

Embarek lembrou que, durante o período da epidemia de gripe aviária, foi descoberta a presença do vírus em patê de pato e de frango, "de modo que, em teoria, seria possível" encontrar o microorganismo causado da gripe na carne de porco.

O especialista defendeu que "o importante é identificar a doença no animal vivo e aplicar as medidas de vigilância e controle frequentes antes de enviar os porcos ao matadouro".

O membro da OMS lembrou que, usualmente, os animais que serão sacrificados "são examinados por um veterinário que concede um certificado de boa saúde".

O vírus circula entre os seres humanos e o único caso em porcos ocorreu no Canadá, onde um granjeiro contaminou um grupo destes animais.

Embareck explicou que os que correm risco no caso de encontrarem um animal doente são os que lidam com sua criação e seu sacrifício, devido ao contato próximo e à manipulação de sangue e outros fluidos corporais.

"Para o consumidor, não há risco. O risco está em outros vírus ou bactérias possivelmente presentes no porco, como a salmonela, que é causadora de infecções em milhares de pessoas", diz o especialista.

"No dia a dia, enfrentamos outros vírus que podem ser mais graves (do que o da gripe), mas todos são controláveis por meio de medidas de higiene", explicou Embarek. EFE is/bba

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