Especialista aponta nova pista sobre Al Qaeda no ataque de Madri

Por William Maclean LONDRES (Reuters) - Os atentados de 2004 em Madri, os piores ataques islâmicos já ocorridos na Europa, foram instigados pela Al Qaeda e não por células autônomas, segundo um importante especialista em terrorismo.

Reuters |

Novas informações vinculam o grupo de Osama bin Laden ao ataque, segundo artigo publicado no site da revista norte-americana The National Interest por Fernando Reinares, principal especialista da Espanha na questão da militância islâmica.

Em 11 de março de 2004, dez bombas escondidas em mochilas explodiram em quatro trens regionais lotados, no auge da hora do rush matinal de Madri, matando 191 pessoas e ferindo 1.700.

"As explosões (...) costumam ser vistas como um arquétipo de uma célula local autônoma em ação, e seus perpetradores vistos como epítome de jihadistas autorrecrutados, sem líderes. Essas suposições são equivocadas", escreveu Reinares.

"Novas informações conectam alguns dos membros mais relevantes das explosões de Madri com a liderança sênior da Al Qaeda. A Al Qaeda está viva e bem, e impactando a segurança do Ocidente", acrescentou.

Em 2007, 21 pessoas foram condenadas pelos ataques. Quatro delas tiveram as sentenças anuladas em 2008.

Três semanas depois das explosões, sete homens, inclusive dois suspeitos de serem líderes dos militantes, se explodiram em um apartamento cercado pela polícia. A explosão matou um policial.

Governos ocidentais estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de que grupos descentralizados, inspirados pela Al Qaeda, mas sem ligação direta com o grupo, se tornem uma ameaça mais grave do que a Al Qaeda propriamente dita e suas principais afiliadas.

Essa preocupação cresceu ainda mais depois do frustrado atentado do dia de Natal num voo Amsterdã-Detroit, e do ataque de 5 de novembro em que um militar muçulmano, influenciado por um pregador radical, matou 13 pessoas em um quartel do Exército dos EUA.

Reinares disse que as novas informações sugerem que as explosões foram instigadas por militantes escondidos no Waziristão do Norte (Paquistão).

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