Espanhóis protestam contra reforma trabalhista em Madri

Sindicatos convocaram 57 cidades espanholas para protestar contra a reforma. Segundo eles, plano aprovado pela governo barateia e facilita as demissões

iG São Paulo |

Convocados pelos dois principais sindicatos da Espanha - a CCOO e a UGT -, cidadãos de todo o país começaram a sair neste domingo às ruas para protestar contra a reforma trabalhista aprovada pelo governo e que, entre outros pontos polêmicos, barateia e facilita as demissões.

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Em Madri, onde era esperado uma participação popular maciça, os secretários gerais de ambos os sindicatos, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez, disseram que o evento não visa um confronto, mas corrigir o conteúdo da reforma.

Ricardo Porto Ferro
Manifestantes protestam contra reforma trabalhista, neste domingo, em Madri

As mobilizações de hoje, convocadas em 57 cidades espanholas, estão respaldadas, além dos sindicatos, pelos partidos Socialista Operário Espanhol (PSOE), o principal da oposição e que estava no governo até o fim de 2011, e Esquerda Unida (IU). A porta-voz parlamentar socialista, Soraya Rodríguez, explicou antes da manifestação que seu partido apoia as manifestações "porque está ao lado dos cidadãos e contra a reforma laboral", que segundo ela foi feita pensando apenas nos empresários.

A vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, afirmou hoje que o Executivo respeita os protestos, mas defendeu o início das reformas para "criar empregos e fazer com que haja crescimento econômico".

Ricardo Porto Ferro
Protesto foi organizado por sindicatos em 57 cidades espanholas

*com EFE

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