Espanha propõe leis mais duras sobre imigração

MADRI (Reuters) - A governo da Espanha propôs na sexta-feira mudanças nas leis de imigração para conter o afluxo de estrangeiros num momento em que o país enfrenta uma recessão e a maior taxa de desemprego da União Européia. As medidas, que precisam ser aprovadas pelo Parlamento, permitiriam à polícia deter imigrantes ilegais durante até 60 dias, à espera da deportação, e dificultaria que os estrangeiros tragam seus parentes para viverem na Espanha.

Reuters |

"Na nossa atual difícil situação, decisões têm de ser tomadas para adaptar os níveis de imigração ao mercado de trabalho", disse o ministro do Trabalho, Celestino Corbacho, em entrevista coletiva.

Quase 5 milhões de imigrantes se estabeleceram na Espanha nos últimos dez anos, mais do que em qualquer outro lugar da Europa. Foram atraídos especialmente por um "boom" da construção civil, revertido com a crise financeira global.

O desemprego deve chegar a 13 por cento neste mês e a 20 por cento em até 2010, e o governo socialista diz que não há empregos suficientes para os imigrantes, que já formam 11 por cento da população.

A proposta do governo impõe também multas maiores para empresas que contratem imigrantes ilegais, mas amplia os direitos de estrangeiros que já vivem na Espanha, mesmo que ilegalmente.

(Reportagem de Andrew Hay)

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