Espanha prende quadrilha que traficava drogas em carrinhos de bebê

A polícia espanhola prendeu nesta quarta-feira uma quadrilha internacional acusada de usar bebês para o tráfico de drogas. O bando recheava os carrinhos e roupas das crianças com cocaína e haxixe para passar por controles de fronteira escapando da fiscalização.

BBC Brasil |

Segundo o comunicado da Guarda Civil, os supostos pais dos menores alegavam que os bebês estavam dormindo e por isso pediam que eles não fossem retirados dos carrinhos, evitando assim os registros aduaneiros.

O porta-voz policial disse que praticamente todas as crianças utilizadas pela quadrilha eram de poucos meses de idade ou recém-nascidas, porque isso facilitaria aos traficantes mantê-las dormindo.

Com o esquema dos bebês, os traficantes conseguiam passar drogas através da fronteira marítima do sul da Espanha nas cidades de Málaga, Cádiz e Ceuta.

A cocaína e o haxixe estavam camuflados dentro de fundos falsos de carrinhos, berços, cestas e até casacos e sapatinhos das crianças.

Os traficantes com os bebês embarcavam no norte da África e passavam pelas fronteiras de Argélia ou Marrocos, de maneira alternada, para logo entrar na Europa através Espanha e levar as drogas até a França.

Segundo a polícia, a quadrilha, que estava organizada em três núcleos de atuação, tinha estrutura para traficar mais de uma tonelada de drogas (principalmente haxixe) por mês com este esquema.

A operação policial que começou no ano passado terminou com a apreensão de 1.600 quilos de haxixe e a detenção de 21 pessoas: oito espanhóis, cinco marroquinos, cinco franceses, dois ingleses e um chileno.

Também há outros 13 de nacionalidades diversas entre os indiciados - por delitos contra a saúde pública, abuso de menores e tráfico - que não fariam parte direta do comando da quadrilha, mas teriam colaborado em alguma tarefa, segundo o comunicado da polícia.

Foram apreendidos ainda 300 gramas de cocaína camufladas em barras de chocolate, 11 veículos e 56 mil euros (cerca de R$ 170 mil) em dinheiro.

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