Espanha prende líder militar do grupo separatista basco ETA

Por Andrew Hay MADRI (Reuters) - O governo da Espanha anunciou no domingo a prisão do chefe militar do ETA, o terceiro líder chave do grupo separatista basco armado a ser capturado em menos de seis meses.

Reuters |

Três unidades da polícia paramilitar francesa prenderam o comandante do ETA Jurdan Martitegi numa cidade dos montes Pireneus na tarde do sábado, juntamente com Alexandre Uriarte, suspeito líder de uma célula guerrilheira do ETA.

Numa operação conjunta, a polícia espanhola prendeu cinco homens e uma mulher no sábado no País Basco espanhol, suspeitos membros da célula de Uriarte.

O ministro do Interior espanhol, Alfredo Perez Rubalcaba, disse que não está claro se Martitegi é o líder principal do ETA, mas sua prisão mostra que a organização, que existe há 40 anos, enfrenta uma crise de liderança.

Martitegi, 28 anos, portava uma pistola mas não resistiu à prisão, juntamente com seu suspeito guarda-costas e Uriarte, que também estava armado.

Na operação em Montauriol, a 16 quilômetros ao norte da fronteira espanhola, a polícia apreendeu três pistolas, um carro roubado, uma pequena quantidade de explosivos e também equipamentos e manuais para a fabricação de bombas.

Martitegi assumiu o comando do ETA em dezembro, depois de a polícia francesa ter capturado o líder militar anterior, Aitzol Iriondo, também conhecido como Balak.

Este assumira o lugar de Garikoitz Aspiazu Rubina, mais conhecido como "Cherokee," que foi capturado em novembro perto da fronteira da Espanha.

Forte, com quase 2 metros de altura e conhecido como "o gigante," Martitegi é visto como um dos homens mais perigosos da Espanha e França, onde sua foto aparece em cartazes de procurados afixados em aeroportos e estações ferroviárias.

Ele estava em fuga desde julho, quando a polícia espanhola desmontou a principal unidade de ataque do ETA, conhecida como "cela de Vizcaya," à qual são atribuídas explosões em várias delegacias de polícia e prédios do governo.

O ETA é visto como responsável por mais de 800 mortes em seus 40 anos de campanha violenta para formar um Estado basco independente no norte da Espanha e sudoeste da França.

O governo socialista espanhol suspendeu as negociações de paz com o ETA depois de o grupo ter matado duas pessoas numa explosão de carro-bomba no aeroporto de Barajas, em Madri, em 2006, pondo fim ao cessar-fogo.

Nos últimos dois anos as polícias espanhola e francesa prenderam 400 suspeitos de pertencer ao ETA, segundo a Espanha.

As pesquisas de opinião indicam que a maioria dos bascos não quer a independência da Espanha, e analistas dizem que os guerrilheiros do ETA perderam seu apoio de base local, mesmo entre os setores nacionalistas de linha dura.

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