Espanha prende doze falsificadores brasileiros

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira uma quadrilha brasileira acusada de falsificar documentos. Os doze presos em Barcelona nem serão julgados no país.

BBC Brasil |

A ordem judicial é a expulsão imediata.

A quadrilha foi pega com mais de 300 documentos de identidade (RG) portugueses falsos, que eram usados para obter carteiras da Seguridade Social, licenças de trabalho e residência e até passaportes nos 25 países da União Européia.

Segundo a Unidade contra as Redes de Imigração Ilegal e Falsificação de Documentos (UCRIF) da polícia nacional, a quadrilha era formada só por brasileiros, que vendiam os documentos falsos nas cidades de Barcelona e Sevilha.

O grupo vendia os RGs por 350 euros (cerca de R$ 935), em média, a outros brasileiros que, depois, iam a prefeituras de cidades pequenas da Espanha para pedir a validação do documento.

Como cidadãos europeus, poderiam receber grátis as documentações e benefícios sociais espanhóis. Poderiam também circular por toda a União Européia sem necessidade de visto ou passaporte, mostrando no embarque apenas o falso RG.

Empregos

Sete dos 12 presos estavam trabalhando com carteira assinada em uma empresa de Barcelona. Apareciam inscritos como portugueses nos registros da companhia e da Seguridade Social.

Segundo a polícia, estes empregos eram usados pela quadrilha como exemplos do sucesso do funcionamento do esquema.

A UCRIF procura agora outros brasileiros que compraram RGs falsificados pelo grupo. A unidade calcula que centenas podem ter usado o esquema, mesmo sabendo que os documentos eram ilegais.

Com a operação desta segunda-feira, já são cinco as quadrilhas brasileiras de falsificação desmanteladas na Espanha em um ano. O grupo de Barcelona é o segundo preso em 2008.

Para a polícia espanhola, os brasileiros são, juntamente com os nigerianos, os principais líderes das máfias de falsificação de documentos no país. As maiores quadrilhas chegam a ganhar dois milhões de Euros por ano com o negócio de RGs e passaportes ilegais.

Segundo a polícia espanhola, os brasileiros atuam principalmente em Portugal e na Itália, por causa da semelhança dos sobrenomes e também das ramificações das máfias nesses países, dois fatores que facilitam a circulação dos documentos que são clonados.

Os 12 presos (a polícia divulgou apenas as iniciais dos sobrenomes) são Rosana P.L, Clara Cristina C.M., Raquel O.M., Jane de C.M., Angeli D.O., Reginaldo S.B., Eny S.B., Clarice A.R., Silvia A.S., Marli C.S., Katiele A.S. e Valdirene L.A.

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