Espanha prende 13 suspeitos de auxiliar terroristas do atentado de Madri

MADRI - A polícia espanhola prendeu, na madrugada desta quinta-feira 13 suspeitos de facilitarem as fugas de homens apontados como autores dos atentados de 11 de março de 2004, em Madri, que deixaram 191 mortos.

EFE |

As prisões foram determinadas pelo Tribunal Central de Instrução nº5 da Audiência Nacional, em várias cidades espanholas.

Segundo o órgão, os detidos são de origem marroquina e faziam parte de uma célula terrorista islamita que dava cobertura e apoio è rede Al-Qaeda.

De acordo com as investigações policiais, os detidos abrigaram, esconderam e facilitaram a fuga dos foragidos após o atentado em Madri, entre eles Mohammed Larbi Ben Sellam, Daoud Ouhnane, Mohammed Afalah, Othman el-Mouhib e Abdelilah Hriz.


Suspeito é detido pela polícia próximo a Barcelona / AP

A operação Amat - como foi denominada pela Delegacia Geral de Informação do Corpo Nacional de Polícia, que trabalhou em colaboração com as brigadas de informação de Barcelona, Madri e Algeciras - é continuação da Operação Tigris, realizada em 2005.

Naquela ocasião, foi desarticulada uma célula que se encarregava do doutrinamento, recrutamento, financiamento e envio de terroristas ao Iraque, com a missão de cometer ações suicidas contra as tropas estrangeiras e outros alvos fixados pela Al Qaeda.

Em declarações à emissora "ComRadio", o Delegado do Governo, Joan Rangel, precisou que todas as detenções de hoje ocorreram todas na província de Barcelona, sendo oito em Santa Coloma de Gramenet, duas em Cerdanyola do Vales, duas em Vilanova i la Geltrú e uma em Badalona.

Desde janeiro de 2006, pelo menos 43 pessoas já foram detidas nos arredores de Barcelona por suspeita de integrarem redes terroristas islâmicas.

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