Santa Cruz de Tenerife (Espanha), 3 set (EFE).- A metade dos passageiros de um vôo da companhia Air Europa, que fazia a rota entre a ilha de Tenerife (Ilhas Canárias) e a cidade espanhola de Salamanca, se negou hoje a viajar, depois que o comandante avisou sobre uma falha em uma das válvulas do sistema antigelo.

Essa informação foi dada por fontes da companhia aérea espanhola, que precisaram que, apesar da falha, isso não representa perigo para a operabilidade da aeronave.

O incidente ocorreu em um vôo que unia de Tenerife a Salamanca, que opera um avião Boeing 737-800, um dos mais modernos do mundo, e havia 165 passageiros, acrescentaram as fontes.

Após iniciar as manobras para a decolagem, o comandante avisou aos passageiros que tinha sido detectada uma falha na válvula antigelo, "sem a menor importância" para o vôo.

Segundo a companhia, o comandante - "em um afã de transparência" - colocou a possibilidade de mudar a rota e voar a Madri, para ali trocar de avião, mas "uma grande parte" dos viajantes decidiu que não queria voar.

No final, 78 passageiros decidiram ir para Madri, como tinha proposto o comandante, onde está previsto que outro avião os leve a Salamanca.

Os passageiros que optaram por não seguir viagem serão transferidos por terra para o aeroporto de Tenerife Norte, para partir em um vôo da Air Europa para Madri à tarde.

A companhia insistiu em que não houve "nenhum momento de perigo" para os passageiros e defendeu ajudar "a frear esta onda de psicose" após o acidente aéreo no aeroporto de Barajas, em Madri, que, em 20 de agosto, deixou 154 mortos, incluindo brasileiro Ronaldo Gomes Silva. EFE Asd/an

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