Espanha pagou por resgate de reféns da Al-Qaeda, diz jornal

Segundo El Mundo, governo espanhol pagou 7 milhões de euros para libertar dois voluntários de ONG sequestrados desde novembro

AFP |

AP
Albert Vilalta (à dir.) e Roque Pascual acenam após desembarcar em 23/08/2010 em aeroporto da Espanha. Eles haviam sido sequestrados em novembro pela Al-Qaeda na África
O governo da Espanha pagou sete milhões de euros (US$ 8,8 milhões) pela libertação dos reféns espanhóis da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), afirma o jornal espanhol El Mundo.

Segundo a publicação, um primeiro pagamento de 3,8 milhões de euros foi feito em janeiro, mas grande parte da quantia ficou com os intermediários e apenas 1,5 milhão chegou aos sequestradores, que exigiam a soma total.

Um novo pagamento de três milhões de euros (2,3 milhões para os sequestradores e 770 mil para os intermediários) foi feito entre abril e maio para que os sequestradores recebessem a quantia exigida e liberassem , informa o jornal El Mundo.

O governo espanhol não mencionou nenhum resgate ao anunciar na segunda-feira a libertação dos dois voluntários da ONG Barcelona Acció Solidària , que eram reféns da AQMI desde novembro.

O chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, limitou-se a agradecer o trabalho dos serviços do país e dos governos africanos onde aconteceram os sequestros.

Madri negou em março o pagamento de um resgate pela libertação de Alicia Gámez, outra voluntária da Barcelona Acció Solidària, sequestrada juntamento com os colegas em novembro na Mauritânia.

A Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) afirmou na segunda-feira em uma mensagem de áudio ter liberado os dois espanhóis porque algumas de suas exigências foram cumpridas, sem revelar quais, noticiou o jornal El País.

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