Espanha nega existência de quota mínima de detenção de imigrantes

Madri, 17 fev (EFE).- O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, negou hoje que a Polícia tenha emitido alguma instrução, circular ou ordem verbal e escrita para estabelecer quotas de detenção de imigrantes irregulares.

EFE |

Em um depoimento na Comissão de Interior do Congresso dos Deputados, o ministro se referiu à polêmica que surgiu a partir de uma suposta nota interna da delegacia de um distrito de Madri que fixava como alvo uma quota mínima de detenções de imigrantes ilegais.

Após surgir a polêmica, o diretor-geral da Polícia e da Guarda Civil, Francisco Javier Velázquez, emitiu nesta segunda uma instrução que afirma que os objetivos fixados em relação à imigração ilegal devem dar prioridade aos problemas relacionados à delinqüência.

O ministro do Interior rejeitou hoje que esta instrução represente uma "retificação" das supostas ordens prévias dadas pela Polícia.

"Não se pode retificar algo que não se adotou previamente", declarou hoje Rubalcaba.

O ministro ressaltou que não existe "nenhuma instrução, nem circular nem ordem verbal nem escrita" do diretor-geral da Polícia e da Guarda Civil ou do diretor adjunto operacional para estabelecer quotas de detidos entre os imigrantes que estão em situação irregular na Espanha.

O documento interno de uma delegacia de Madri, sem timbre ou assinatura, do qual informaram fontes dos sindicatos policiais, causou polêmica na Espanha.

O documento tem as anotações de um dos participantes de uma reunião policial de controle que aconteceu na Chefia Superior de Polícia em novembro.

No primeiro ponto das anotações aparecem os "objetivos que o Chefe Superior estabelece" para a Delegacia de Villa de Vallecas, entre as quais está começar 35 expedientes contra imigrantes irregulares. EFE edr/fal

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